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Judiciário Sábado, 20 de Outubro de 2018, 10:20 - A | A

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Dono da Consignum diz que ver nome em delação de empresário causa indignação

Tarso Nunes

Tarso Nunes

Willian Paulo Mischur

Willian Paulo Mischur, dono da empresa Consignum, no momento em que chega à Delegacia Fazendária em 2016

O proprietário da empresa Consignum, Willians Mischur, por meio de nota, afirma que causa estranheza e indignação o surgimento de seu nome na delação premiada do empresário Alan Malouf. Mischur nega a negociação e afirma ainda que a verdade prevalecerá.

Na delação, Mischur teria doado R$ 900 mil à campanha eleitoral do governador Pedro Taques (PSDB) ainda em 2014. O objetivo era garantir a continuidade do contrato com o Estado para oferta de empréstimos consignados aos servidores do Executivo.

O dono da Consignum afirma que jamais tratou de qualquer acordo com ninguém ligado ao governador, tanto que logo que Taques assumiu o Palácio Paiaguás, o contrato com sua empresa acabou e não foi prorrogado. “O maior patrimônio que tenho é o meu nome. Fui obrigado a ceder às exigências do Governo Silval, mesmo não recebendo qualquer valor do Estado e, no governo Taques, perdi o convênio e minha empresa sofreu as consequências", diz trecho da nota.

Segundo a delação, a doação teria sido feita após Taques ter conhecimento do esquema na secretaria estadual de Gestão (Seges) em que Willians Mischur pagava propina ao ex-governador Silval Barbosa (ex-MDB, hoje sem partido) com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. O governador nega qualquer irregularidade.

 A manutenção do esquema teria sido intermediada pelo ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, que é primo do governador e coordenou a campanha em 2014. Neste caso, Alan Malouf não teria tomado parte da negociação. Apenas ficou sabendo que Mischur repassou R$ 900 mil através de Paulo Taques.

 A delação diz que teriam sido pagos R$ 500 mil em espécie a Paulo Taques e R$ 400 mil por meio de cheques, que foram entregues por Paulo Taques a Dozinete Aguilera Castrillon, que fez a doação oficial em nome de sua empresa, a Aguilera Auto Peças Ltda.

Sodoma

A propina da Consignum a Silval foi alvo da Operação Sodoma II e Mischur chegou a ser preso. O empresário fez acordo judicial e devolveu dinheiro ao Estado.

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