Previsão do tempo ??°C Cidade

Judiciário Terça-feira, 31 de Maio de 2022, 15:40 - A | A

Terça-feira, 31 de Maio de 2022, 15h:40 - A | A

OPERAÇÃO CAPISTRUM

Juíza determina quebra de sigilo bancário de ex-chefe de gabinete de Emanuel

Advogado de Antônio Moreal Neto disse que pedido partiu da defesa para comprovar que celular não era usado para pagar contas de prefeito

Vitória Lopes

Reprodução

Ant�nio Monreal Neto feche de gabinete Emanuel


A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, determinou a quebra do sigilo bancário do ex-chefe de gabinete do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), Antônio Monreal, conhecido como “Neto”. O escritório dele, a Monreal Advogados Sociedade de Advogados, também consta no inquérito civil. O pedido partiu da própria defesa, segundo advogado do investigado.

A decisão foi publicada nesta terça (31). O inquérito foi instaurado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da Capital, que afirma ter encontrado evidências no celular apreendido de Monreal, durante a Operação Capistrum.

Conforme a denúncia, a perícia no celular identificou que o aparelho estava cadastrado com o email de Monreal, que continha mais de 200 mensagens pessoais com Emanuel, sob o codinome de “Sinatra”.

Nas mensagens, também havia compras em cartões de crédito debitados e duas contas correntes, dos bancos Itaú e Sicoob. A cada compra realizada, a instituição financeira enviava uma mensagem no celular cadastrado em nome de Monreal, e que era utilizado por Emanuel.

O MP suspeita que o prefeito e seus familiares utilizavam os cartões de créditos emitidos das contas bancárias de Monreal, já que as compras eram registradas no celular em nome do ex-chefe de gabinete.

Em depoimento, Monreal afirmou que recebeu as mensagens de gastos em cartões de crédito em seu celular a pedido do prefeito, para controle de seus gastos pessoais. Ele juntou extratos bancários, no nome de seu escritório, mas o período era diferente daquele observado pelo MP.

“O investigado também não esclareceu porque o seu aparelho celular foi apreendido na posse de Emanuel Pinheiro, tampouco o motivo de os gastos do prefeito e seus familiares estarem sendo comunicados em seu e­mail pessoal”, diz trecho.

Portanto, a juíza afirmou que a quebra de sigilo bancário é necessária para poder comprovar a origem dos pagamentos, assim como o respectivo uso dos cartões utilizados por Emanuel e sua família.

“O afastamento do sigilo bancário é medida necessária para comprovar se os cartões utilizados por Emanuel Pinheiro e seus familiares foram emitidos das contas de Antonio Monreal Neto e da sociedade de Advogados Monreal Advogados; se as respectivas faturas  eram pagas por meio dessas contas; a origem dos recursos financeiros que possibilitavam o pagamento dessas faturas e qual a natureza dos gastos. Aduz, ainda, que os dados obtidos com a transferência do sigilo bancário poderão demonstrar se, além do enriquecimento ilícito, houve também dano ao erário”, aponta.

Operação Capistrum

A operação decretou busca e apreensão e sequestro de bens contra Emanuel e sua esposa Márcia Pinheiro, primeira-dama de Cuiabá. O chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto chegou a ser preso temporariamente, mas foi colocado em liberdade após prestar depoimento. Também foram alvos a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e o ex-Coordenador de Gestão de Pessoas, Ricardo Aparecido Ribeiro.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a defesa do ex-chefe de gabinete, Francisco Faiad. Segundo explicou, a própria defesa que pediu pela quebra de sigilo bancário, para comprovar que o celular de Monreal não era usado para pagar as contas particulares do prefeito. 

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br