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LODGE XINGU

Justiça determina paralisação da obra de hotel de luxo em aldeia indígena

Os responsáveis pelo empreendimento devem encerrar ainda a promoção, divulgação e comercialização de pacotes turísticos para visitação da Aldeia Ipatse Kuikuro

Da Redação

Reprodução Lodge Xingu Experience

Projeto Lodge Xingu Experience, no interior da Aldeia Ipatse Kuikuro, na Terra Ind�gena Xingu, em Ga�cha do Norte

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu liminar da Justiça Federal em Mato Grosso determinando a paralisação da obra de construção do denominado “Lodge Xingu Experience”, uma pousada que está sendo construída de forma irregular no interior da Aldeia Ipatse Kuikuro, na Terra Indígena Xingu, localizada no município de Gaúcha do Norte (a 544 km de Cuiabá). 

Os responsáveis pelo empreendimento devem encerrar ainda a promoção, divulgação e comercialização de pacotes turísticos para visitação da Aldeia Ipatse Kuikuro. Viagens com hospedagem no interior da Terra Indígena, oferecendo atividades como pesca esportiva e contato com a cultura indígena, eram divulgadas no site do Lodge Xingu Experience e em redes sociais.

Reprodução Lodge Xingu Experience

Projeto Lodge Xingu Experience, no interior da Aldeia Ipatse Kuikuro, na Terra Ind�gena Xingu, em Ga�cha do Norte

Projeto do Lodge Xingu Experience, na Aldeia Ipatse Kuikuro, na Terra Indígena Xingu, em Gaúcha do Norte

O MPF aponta ainda que a obra não tem autorização ou licença dos órgãos competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A decisão confirmou o fato e registrou que foram solicitadas informações ao Ibama acerca da existência de licenciamento para o empreendimento, e que a autarquia informou que não foi localizado nenhum documento que autorizasse a instalação do empreendimento naquela localidade. A Funai também informou que o empreendimento não possui autorização emitida por ela para atividades em terras indígenas.

O Ibama informou ainda que em junho de 2024 foi realizada uma atividade de monitoramento territorial na Aldeia Ipatse, ocasião em que constataram a prática de ilícitos ambientais, supostamente em nome de Lodge Xingu Experience. O pedido liminar para suspensão das obras havia sido ajuizado pelo MPF na semana passada.

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Isaias Miranda - jesus meu tesouro ! 22/10/2024

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Ediberto 22/10/2024

Vamos respeitar a cultura indígena. Que os nossos índios fiquem longe dos empresários corruptos, droga e da ambição. Ao contrário do que prevalece nos EUA que não é exemplo para ninguém.

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Joaquim Silva 21/10/2024

Os indígenas aceitaram a oferta da empreiteira, os clientes iriam procurar. Todos estariam de acordo. Se a terra é deles, qual o problema de usarem o local como estrutura de turismo? Igual o pessoal querendo barrar os indígenas de plantar soja em parte das terras deles. O estado querendo tutelar tudo, por isso o país patina há tanto tempo e não é a potência que deveria ser.

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Marcelo Castro 20/10/2024

Acho engraçado essa proibição do MP. Pergunta lá p os índios se eles não estavam ganhando com esse empreendimento. Ou vcs acham q eles iam deixar abrir isso na terra deles de graça? Isso daí é lugar só de gente rica ir pesca esportiva, gerando dinheiro p os índios. Esse MP bando de atoa isso sim.

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Maria Eduarda 19/10/2024

Quero ver mandar paralisar as obras no camelódromo que todos sabem que ali é área pública e que devia ser ocupada provisoriamente por camelos àquela época bagunçando a cidade. Foram ficando impedindo a construção da creche e de uma escola. A área depois foi ocupada por um grande estacionamento, e por fim querem transferir o centro de Convivência de Idosos do Porto. Tenha a paciência, quem financiou aquelas obras e fez lobby para a construção e expansão de um negócio particular em área pública. Vamos desvendar a Caixa Preta desse abuso, é como um tapa na cara.

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João Carlos Vicente Ferreira 19/10/2024

Perguntem aos povos indígenas se ainda querem viver nb a Idade da Pedra? A resposta será NÃO. Os nativos norte-americanos possuem cassinos e empresas de turismo em suas reservas. Vivem bem e se integraram à realidade do século 21. Acordemmm, só os naturezas é que querem indígenas vivendo como se vivia há séculos atrás.

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Márcio 18/10/2024

Estes ainda são daquele turma do "Vamos passar a boiada"....

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Felipe 18/10/2024

Chegaram até esse ponto porque encontraram facilidade. Pelas barbas do profeta, não sei aonde iremos parar tamanho o atrevimento.

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8 comentários

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