Gilberto Leite/Rdnews
Marco Aurélio, chefe do Gaeco, entende que provas são cabais, mas diz que investigações seguem
Vinte e duas pessoas, entre servidores públicos e empresários, foram denunciadas pelo Gaeco pelos crimes de constituição de organização criminosa, formação de cartel, corrupção passiva e fraude a licitação.
A denúncia, protocolada nesta terça (17) na Vara Especializada em combate ao Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e crimes contra a Administração Pública da Capital. O juízo pode ou não receber a denúncia contra as 22 pessoas - apontadas pelo MPE como participantes dos crimes.
A ação tem como base as investigações da primeira fase da operação Rêmora, deflagrada em 3 de maio, - que apura suposto esquema de fraudes dentro da secretaria estadual de Educação.
De acordo com o Gaeco, levando-se em conta as imputações feitas na denúncia, as penas aos empresários variam, individualmente, de 24 anos a 58 anos de reclusão.
Já o empreiteiro Giovani Belatto Guizardi, acusado de ser o arrecadador de propina, e os servidores públicos Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis poderão ser condenados em até 162 anos de reclusão. O cálculo final levará em conta a quantidade de delitos praticados pelos denunciados de forma reiterada.
Denúncia
Conforme a denúncia, a estrutura da organização criminosa era composta por 3 núcleos: de agentes públicos, operações e empreiteiros, sendo este último liderado por Luiz Fernando da Costa Rondon, Leonardo Guimarães Rodrigues e Esper Haddad Neto. O principal operador do esquema criminoso, segundo o Gaeco, era Guizardi.
Cabia a ele atuar na obtenção de informações privilegiadas na Seduc, bem como na solicitação de vantagem indevida aos empreiteiros, que tinham contratos na referida Secretaria. Provas produzidas nos autos demonstram, ainda, que ele possuía grande poder de influência na pasta. Em um vídeo, inclusive, ele aparece recebendo R$ 4 mil de um empreiteiro que ajudou nas investigações.
Ocorre que seu nome foi citado inúmeras vezes por servidores públicos, segundo apontou às investigações, como sendo a pessoa que resolveria os entraves burocráticos dos empreiteiros que buscavam receber valores da execução dos contratos.
Segundo o coordenador do Gaeco, Marco Aurélio de Castro, a denúncia demonstra “de forma cabal a estruturação criminosa do grupo que atuava para fraudar licitações e corromper servidores públicos. As investigações continuam no sentido de elucidação de outros fatos que chegaram ao conhecimento do Grupo Especializado”, afirmou. (Com Assessoria)
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