O advogado João Cunha, que patrocina a defesa do procurador aposentado Chico Lima na ação penal originada pela Operação Sodoma, nega a participação do cliente na fraude que resultou no pagamento de R$ 7 milhões, em 2014, pela área de 727,931 hectares que já havia sido adquirida pelo Estado 12 anos atrás.
“Lamentavelmente Chico Lima foi citado em depoimentos que não sequer tive acesso. Não fui convidado para essa festa e muito menos ele. Meu cliente não é investigado na Operação Seven”, declarou na manhã desta sexta (5).
O nome do procurador aposentado foi citado em depoimento pelo ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) Afonso Dalberto. Segundo ele, Chico participou da reunião realizada no Palácio Paiaguás para tratar da transação ilegal. No encontro, que também teve a presença do ex-governador Silval Barbosa e do ex-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf, o então presidente do Intermat teria recebido a ordem para liberar o pagamento do imóvel rural readquirido.
Chico Lima é cunhado do médico Filinto Corrêa da Costa, proprietário da terra adquirida por R$ 7 milhões. O procurador aposentado, réu da Operação Sodoma sob a acusação de lavar o dinheiro obtido através da cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais, atualmente reside no Rio de Janeiro e usa tornozeleira eletrônica por determinação da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda.
Cunhado é palavra cuja
primeira sílaba não é
agradável a todos, diz João
Cunha sobre Chico Lima ser
cunhado de Filiton Corrêa
Para João Cunha, o fato do cliente ser cunhado de Filinto não implica em envolvimento em qualquer negócio com o procurador aposentado. “Não é por ser cunhado que tenha essa veleidade de participar do negócio. A população que o diga. Cunhado é palavra cuja primeira sílaba não é agradável a todos. Por isso, vamos esperar com paciência que procedimentos esclareçam toda verdade”.
Além disso, o advogado afirma que ficou sabendo que a venda da área ao Estado foi legítima e defende que a verdade seja restabelecida o mais rápido possível. Infelizmente, hoje em dia a sanha de perseguir é maior do que o desejo de estabelecer a verdade”, conclui.
Operação Seven
Deflagrada na última segunda (1º), a Operação Seven revelou que Filinto Corrêa recebeu R$ 7 milhões, em 2014, por 727,931 hectares que já haviam sido adquiridos pelo Governo, em 2002, junto a área de 3,240 hectares negociados, à época, por R$ 1,8 milhão. Um decreto assinado por Silval readequou a classificação do lote de Parque Estadual para Estação Ecológica, dispensando a necessidade de consulta pública, o que facilitou a transação.
Além de Afonso Dalberto, a operação também prendeu o ex-adjunto da secretaria estadual de Administração (SAD), coronel José Nunes Cordeiro. Silval e Nadaf, que já estavam presos por conta da Operação Sodoma, tiveram outras prisões preventivas decretadas pelo Judiciário.
Afonso "entrega" ex-governador; Filinto é cunhado de Chico Lima
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Carlito Batina 06/02/2016
Esse Chico Lima é o grande artífice da bandidagem! Só seguir o patrimônio e o modo de vida dele !! A conra não fecha ! É expert em envolver terceiros , como fez na Gleba Divisa há mais de 20 anos , onde envolveu o Gabriel Muller e o Gastão Rosa !!!So aí já dava uns 39 anos de Cadeia !,, E agora o Dr João Cunha vem com essa : "Cunhado é palavra cuja primeira sílaba não é agradável a todos, diz João Cunha sobre Chico Lima ser cunhado de Filiton Corrêa" Ele é que é um CU.... Como parente !,!,, Cadeia nele !Qyero ver se ele é Homem digno de Cadeia ou se vai Chorar
Ciro 06/02/2016
O Chico Lima no último ano do governo Silval aparecia ao lado dele mais do que o próprio chefe da Casa Civil. Agora, se era também homem de negócio do governo dele é que será difícil provar, disse um homem da lei.
2 comentários