Os deputados estaduais derrubaram os vetos do governador Mauro Mendes (DEM) a trechos do Projeto de Lei nº 21/2021 que coloca a educação como serviço essencial. Os itens foram separados para apreciação. Primeiro votaram o veto a questões de salubridade das salas de aula, derrubado por 15 sim e 5 não. Já em relação ao trecho que condiciona o retorno às aulas, à vacinação contra Covid-19 dos profissionais de educação, foram 13 pela derrubada e 7 pela manutenção.
A polêmica se estendeu para esta quarta (30), apesar da tentativa de Lúdio Cabral (PT) de adiantar a votação para terça. Ele temia o esvaziamento da sessão de quarta e chegou a anunciar que poderia pedir o trancamento da pauta. Mas Eduardo Botelho (DEM) propôs um acordo e pediu vistas dos vetos, sob o compromisso de que iriam ser apreciados no dia seguinte, sem novo pedido de vistas.
Durante a discussão em plenário, o vice-líder do governo, Wilson Santos (PSDB) criticou o assunto da pauta e não vê prioridade em tomar decisão sobre a medida.
“Não sei o porquê desse veto se os profissionais já estão sendo vacinados. É o tipo do veto completamente inócuo, 10,4% das vacinas que chegam já são destinadas a eles. Estamos batendo cabeça e discutindo algo que já está acontecendo. Se derrubar ou manter veto, não vai mudar nada, é uma votação inútil. Quando retornarem as aulas em agosto, se Deus quiser, todos estarão vacinados”, defendeu o tucano.
Ao contrário do que apontou Wilson, Thiago Silva (MDB) lembrou que estão sendo vacinados professores e que o PL inclui outros profissionais. “Queremos colocar todos os profissionais para serem vacinados, desde merendeiros, inspetores de pátio, funcionários das secretarias. Hoje, como estão sendo só os professores. Queremos todos os profissionais imunizados para termos o retorno às aulas com mais segurança”, ponderou.
O PL foi sancionado pelo governador Mauro Mendes (DEM) em maio. O trecho vetado diz que “somente fica autorizado o retorno das aulas presenciais na Rede Estadual de Educação quando comprovada a imunização de todos os profissionais da Rede Estadual de Educação de Mato Grosso”.
Outros dois itens foram vetados pelo governador: “realização da alimentação dentro da sala de aula, com cada aluno em sua respectiva carteira/cadeira” e a obrigatoriedade das janelas laterais de todas as salas de aula ficarem abertas durante todo o tempo.
O veto ao trecho que trata da vacinação aos profissionais foi criticado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Mato Grosso. O PL, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (PSL), foi aprovado pela Assembleia em 14 de abril e, na prática, permite o retorno às aulas presenciais.
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Kellen Baranga Pedra Preta CPA 2 01/07/2021
Minha vizinha é professora. Todos os dias cerveja e aglomerando. Nesse frio, vinho. Está adorando ficar em casa recebendo sem trabalhar. Isso cria raiva da população contra servidores públicos pois nós estamos trabalhando e sustentando esses sanguessugas.
Valentin 30/06/2021
Sgto Julio Reserva, concordo plenamente com o senhor.
Milano 30/06/2021
Li que mais e 2000 profissionais da educação não compareceram para tomarem a vacina. E daí?
marcio campos 30/06/2021
Infelizmente vemos a rede particular de ensino com as aulas sistema hibrido e funcionando, com certeza estes alunos estão anos luz da rede publica por terem aulas presenciais. Sabemos que é ótimo ficar em home office e que se depender dos professores ficariam mais uns anos ate acabar a pandemia de vez em casa. O maio prejudicado são os alunos da rede publica.
Tatiane Luzia Vasselli 30/06/2021
Sgto Júlio Reserva esse pessoal que, como disse o senhor, estão boicotando a vacinação são os que acreditam nas palavras do mito, e acreditam que não vacinar é apoia-lo nessa sandice sem nenhum propósito. Me desculpe, mas nós educadores conscientes estamos sim indo aos postos e vacinando, temos ainda os profissionais da educação que estão a espera de liberação para serem vacinados, mas isso pouco importa para a sociedade e para o executivo/ legislativo, querem mesmo e tacar pedra na categoria. Mais empatia por favor.
Sgt Júlio Reserva 30/06/2021
Funcionários da educação estão boicotando propositalmente vacina para estender coronavirus e ficarem em casa recebendo sem trabalhar. Vão no shopping, beira de rio, mas não querem trabalhar.Bolsonaro têm que dar golpe militar e baixar AI-6.
6 comentários