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VEJA COTADOS

Max confirma "lobby" de deputados por vaga de conselheiro no TCE-MT

Waldir Teis, no entanto, descartou a saída da Corte de Contas no momento

Gabriel Rodrigues e Kleyton Agostinho

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), confirmou que existe um movimento realizado por deputados dentro do parlamento na tentativa de pleitear espaço de indicação de uma possível vaga a ser aberta pelo conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Waldir Teis, que vai completar 73 anos no dia 21. Atualmente, a aposentadoria compulsória ocorre somente aos 75 anos. Em um pronunciamento na sessão desta terça-feira (13). Teis descartou a saída do órgão.

Mesmo assim, nos bastidores da Assembleia, que detém o poder de indicação do próximo conselheiro, a possibilidade de antecipação da saída de Teis passou a ser cogitada. Neste contexto, surgiram nomes como do deputado Eduardo Botelho (MDB), que não se reelegeu, bem como Dilmar Dal Bosco (UB) e Carlos Avallone (PSDB), ambos reeleitos. Segundo Max, não teria chegado nada ao seu conhecimento sobre o desejo de Teis antecipar sua aposentadoria, embora ele reconheça a existência de uma movimentação por parte de deputados.

Fotomontagem/ALMT

Dilmar Dal Bosco, Carlos Avallone e Eduardo Botelho

Da esquerda para direita: Dilmar Dal Bosco, Carlos Avallone e Eduardo Botelho

"Pode ser qualquer nome da Assembleia, de fora, de onde for. Quem vai votar essa vaga serão os deputados. O deputado Botelho me falou sobre essa possibilidade, o Júlio Campos esteve no meu gabinete também falando dessa possibilidade para o deputado Dilmar Dal Bosco, se cogitou o nome do deputado Avalone, então são vários nomes aí que estão sendo cogitados, se realmente houver aposentadoria, quem vai decidir quem ocupar essa vaga serão os 24 deputados", destacou Russi

No caso de Júlio, a costura por Dilmar abriria espaço para ele retornar ao mandato de deputado, já que ele será o primeiro suplente do partido na legislatura 2027-2030. Se avallone for o escolhido, o deputado Juca do Guaraná, que não se reelegeu, seguirá na AL. O presidente da Assembleia defendeu a legalidade das articulações, pois não há nenhum de tipo de atuação "não republicana". Ele reiterou que o TCE-MT não fez nenhuma sinalização antecipada para indicação.

"A gente está escutando muita especulação, principalmente pela imprensa e outras pessoas falando. Mas eu, de forma oficia, não tenho nenhum documento aqui tratando de aposentadoria ou abertura de vaga para a Assembleia Legislativa fazer nenhum procedimento", endossou.

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