O papa Leão XIV acabou de chegar à Argentina na tarde deste domingo (8) e foi recebido pelo presidente Javier Milei no aeroporto. Segundo autoridades do país, cerca de 7 milhões de pessoas participarão de eventos com o pontífice.
Leão XIV deve ainda visitar uma prisão e celebrar missas em Buenos Aires, Luján e Córdoba. A viagem ao país sul-americano está prevista para durar até 11 de novembro.
Essa é a primeira visita de um papa à Argentina desde 1987, quando João Paulo II foi ao país. Além disso, é uma das viagens internacionais mais intensas de um líder católico nas últimas décadas, e acontece menos de um mês após Leão ter passado por uma cirurgia de câncer de pulmão.
O antecessor de Leão, o papa Francisco, foi o primeiro latino-americano (e argentino) a liderar a Igreja Católica.
Segundo especialistas, ele tinha consciência de que sua imagem poderia ser utilizada para fins políticos e aprofundar as divisões no país, não tendo voltado à sua terra natal.
Papa Leão pede união na América do Sul
No sábado (7), o papa Leão pediu aos povos da América do Sul que superem as divisões entre seus países. A fala foi feita em um evento na fronteira entre o Uruguai e a Argentina, que reuniu cerca de 40 mil pessoas.
Ele fez uma viagem de cerca de 378 km de Montevidéu a Paysandú — um polo econômico às margens de um rio, no noroeste do Uruguai — para se encontrar com os fiéis.
No local, uma multidão o aguardava ao relento, sob uma chuva intensa que diminuiu pouco antes de sua chegada. Ele é o primeiro papa a visitar a cidade.
O pontífice, de 71 anos, pediu aos latino-americanos que ajam uns com os outros com "justiça, honestidade e fidelidade".
*com informações da Reuters







