Os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão participar de atos em São Paulo, neste sábado (3/10), no encerramento da campanha para o primeiro turno das eleições 2026. No domingo (4/10), milhões de brasileiros vão às urnas para eleger o próximo presidente, governadores, senadores e deputados. Na reta final da corrida, os candidatos que melhor pontuam nas pesquisas eleitorais concentram esforços na região Sudeste em busca de votos.
Candidato à reeleição, Lula fez um giro por Minas Gerais e Rio de Janeiro nessa sexta-feira (2/10) e vai finalizar a campanha com uma caminhada na Avenida Paulista, na capital.
Para a campanha petista, o estado é prioritário — não à toa, foi a unidade da Federação que mais recebeu visitas do presidente na primeira fase da disputa. Neste ano, São Paulo tem 34,1 milhões de pessoas aptas a votar.
O presidente busca aumentar a votação e tenta levar a corrida estadual ao segundo turno, onde o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) concorre contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A tarefa, no entanto, parece mais difícil à medida em que pesquisas de intenção de voto indicam a chance do candidato à reeleição vencer a disputa no primeiro turno.
Diante do cenário, o petista corre o risco de ficar sem palanque no maior colégio eleitoral do país. Pesquisa Datafolha de quinta-feira (1º/10) mostra Tarcísio com 56% das intenções de voto no primeiro turno, considerando votos válidos. Haddad aparece com 37%. Com isso, a eleição em São Paulo tem grandes chances de ser decidida em apenas uma votação.
Flávio também passará por São Paulo, mas terminará a campanha no Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro. Pela manhã, o senador participa de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
À tarde, segue para a capital fluminense, onde participa de outro ato entre Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste.
O encerramento no Rio fecha também um ciclo da campanha do senador. Foi no estado que Flávio iniciou oficialmente a disputa pela Presidência, em agosto. Depois de percorrer o país, ele volta ao seu principal reduto político para o último ato antes da votação.
São Paulo está entre as prioridades de Flávio. A campanha bolsonarista tem colocado o Sudeste entre os principais grupos nos quais a equipe ainda vê espaço para ampliar a votação do senador nesta reta final.
Lula tenta converter indecisos
Nesta reta final, Lula tem buscado convencer os indecisos de que é a melhor opção em comparação com Flávio Bolsonaro. Além de exaltar os feitos do terceiro mandato e o legado das gestões anteriores, o presidente tem endurecido o discurso contra o adversário e reforçado acusações relacionadas ao senador.
O candidato do PT tem repetido que Flávio é desqualificado para assumir a Presidência da República e que tem ligações com milicianos e com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Na quinta-feira, durante entrevista ao Flow Podcast, Lula afirmou que o adversário tem um “passado tenebroso” e que seus únicos argumentos são o “anti Lula” e o “anti PT”.
“Eu tenho certeza, que do ponto de vista da qualificação, o meu adversário não tem nenhuma. Nem para ser síndico de prédio. Um senador da República que tem coragem de assinar uma petição defendendo um assassino de uma criança de 5 anos de idade. […] Um cidadão que é ligado aos milicianos. Um cidadão que tem uma relação amorosa com o Vorcaro. Porque é uma coisa amorosa. ‘Oh, irmão. Eu te amo. Oh, irmão, empresta o avião’. É um negócio que não tem sentido. Um cara desse ser presidente da República?”, questionou o candidato à reeleição.
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