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RUMO ÀS URNAS

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo

Eleição que define presidente, governadores e deputados marca os 30 anos da urna eletrônica

Kevin Lima
Metrópoles

Mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo (4) para escolher quem comandará o país e os estados a partir de 2027, além de renovar toda a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado. 

Cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Ao todo, estão em disputa 513 cadeiras na Câmara, 54 das 81 vagas do Senado, 1.035 postos nas assembleias legislativas e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal, além dos governos dos 26 estados e do DF. 

Hugo Barreto/Metrópoles

Cabine de votação

Nesta corrida pelo Palácio do Planalto, a eleição repete parte do roteiro de 2022: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a enfrentar um Bolsonaro. Desta vez, porém, Jair Bolsonaro está fora da urna, e o sobrenome aparece com o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que disputou as duas últimas eleições para o Planalto, está inelegível e cumpre prisão domiciliar. Ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Mesmo fora da disputa, teve papel decisivo na sucessão dentro de seu grupo político: foi ele quem escolheu Flávio como candidato. 

A escolha, anunciada em dezembro de 2025, enfrentou resistência em setores da direita e dúvidas até dentro do bolsonarismo. Flávio atravessou os meses seguintes tentando consolidar a candidatura e chega ao primeiro turno como o principal adversário de Lula nas pesquisas. 

Do outro lado, Lula chega às urnas atrás de um feito sem precedentes no país. Aos 80 anos, tenta ser eleito presidente pela quarta vez. Venceu em 2002, foi reeleito em 2006, deixou o Planalto no fim de 2010 e retornou ao cargo em 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro. Se ganhar novamente, permanecerá na Presidência até o início de 2031. 

O petista passou o primeiro turno sem participar de debates e ampliou a presença em entrevistas, podcasts e redes sociais. Nos últimos dias, buscou aumentar o alcance entre os mais jovens, inclusive com ações ligadas a fã-clubes de artistas, enquanto o próprio presidente passou a fazer apelos frequentes para que eleitores com mais de 70 anos comparecessem às urnas. 

Nas duas pontas da faixa etária, milhões de brasileiros poderão escolher se querem ou não participar. Cerca de 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos estão aptos a votar, mas não são obrigados. O voto também é facultativo para os maiores de 70 anos, grupo que reúne quase 17 milhões de eleitores. 

Embora a corrida ao Planalto tenha outros candidatos, Lula e Flávio concentram a disputa e chegam à votação bem à frente dos demais nas principais pesquisas da reta final. A chapa do petista repete a formação vencedora de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Flávio concorre ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Presidente e governadores precisam receber mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. Se ninguém atingir essa marca, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro. Para senadores e deputados, não há segundo turno.

Eleitorado

O tamanho do eleitorado ajuda a dimensionar o que estará em jogo neste domingo. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil ganhou cerca de 2,3 milhões de eleitores desde a última eleição presidencial. Em 2022, eram 156,4 milhões de pessoas aptas a votar; agora, são mais de 158,7 milhões.

As mulheres continuam maioria e somam cerca de 83,8 milhões, pouco mais de 52% do eleitorado. São Paulo mantém o posto de maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de votantes, seguido por Minas Gerais, com 16,3 milhões, e Rio de Janeiro, com 12,8 milhões.

A eleição também atravessa as fronteiras do país. Quase 919 mil brasileiros que vivem no exterior estão aptos a votar para presidente e vice-presidente. As seções serão instaladas em 186 cidades fora do Brasil. Dentro do país, a votação alcançará os 5.571 municípios.

Para colocar a eleição de pé, a Justiça Eleitoral tem 563.910 urnas eletrônicas disponíveis. Desse total, 499.248 serão usadas na votação. Outras 64.662 ficarão como equipamentos de contingência e reserva técnica para substituir urnas que apresentarem problemas.

Eleitores vão às urnas

  • A votação começará às 8h e terminará às 17h, sempre tomando como referência o horário de Brasília.

  • A divulgação dos resultados começará em todo o país a partir do fechamento das urnas.

  • Para votar, basta apresentar um documento oficial com foto.

  • O e-Título também vale, desde que apresente a fotografia do eleitor.

  • Celulares, câmeras, relógios inteligentes e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir imagens não podem ser levados para a cabine de votação, mesmo desligados.

Segurança das eleições

Na véspera do primeiro turno, o TSE fez uma conferência pública dos sistemas responsáveis pela transmissão, pelo recebimento e pela totalização dos resultados. A verificação confirmou, segundo a Justiça Eleitoral, que os programas instalados correspondem aos que haviam sido inspecionados, assinados digitalmente e lacrados.

Também foi emitida a zerésima do banco de dados da eleição presidencial, que registra a ausência de votos antes do início da votação.

A urna eletrônica completa 30 anos de uso neste pleito. Segundo o TSE, desde a adoção do equipamento, em 1996, não houve fraude comprovada. 

A segurança e a logística mobilizarão 26,5 mil integrantes das Forças Armadas, e 482 municípios terão apoio de tropas federais.

A Polícia Federal manterá equipes em todo o país para prevenir e apurar crimes eleitorais. Nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) terá como prioridade garantir a circulação dos eleitores.

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