Thiago Bergamasco
Conselheiro Guilherme Maluf, relator das contas do Governo, durante sessão do TCE-MT; ele vetou reajustes, aumentos salariais e outras medidas
O Tribunal de Contas (TCE-MT) alertou o governador Mauro Mendes (DEM), quanto aos gastos com pessoal apresentados no Relatório de Gestão Fiscal do 1º quadrimestre produzido pela Secretaria de Controle Externo de Receita e Governo do TCE.
As despesas com pessoal do Poder Executivo atingiram 57,13% (metodologia da Secretaria do Tesouro Nacional - STN) da Receita Corrente Liquida - RCL, excedendo o limite máximo de 49%. O alerta foi feito pelo relator das Contas de Governo, do Exercício de 2019, conselheiro Guilherme Maluf, que fez várias determinações ao governador, entre elas vetou reajustes, aumentos salariais, adequação de remuneração, provimento de cargo público e até mesmo contratação de hora extra.
Tal recomendação deve ser mais um dos motivos utilizados pelo Executivo para justificar a não concessão da Lei 510/2013, de Dobra do Poder de Compra, que prevê reajustes nos salários dos servidores da Educação para equipará-los às outras categorias – neste ano, o reajuste deveria ser correspondente a 7,6% do salário. A categoria está em greve há 60 dias.
Estudos
Com base nos estudos produzidos pela Secex de Receita e Governo do TCE-MT, Maluf achou necessário que o Palácio Paiaguás implemente medidas saneadoras a situações evidenciadas no Relatório de Acompanhamento. Com base no artigo 22 da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, o relator vetou ao Poder Executivo a concessão de vantagem, aumento, reajuste, ou adequação de remuneração a qualquer título, com excessão às determinações judiciais. Também está proibida a alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa, preenchimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título com ressalvas a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança e contratação de hora extra, salvo no caso de situações previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Foi alertado ainda que o Poder Executivo deve eliminar o percentual excedido nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro. O conselheiro Maluf encaminhou ofício ao governador dando ciência ao Termo de Alerta e aconselhou o gestor a "fazer determinações às Secretarias de Estado competentes para que adotem e cumpram a LRF, tendo em vista o excesso dos limites das despesas com pessoal e encargos sociais do Poder Executivo", orientou.
Alertas
Desde 2017 o TCE emite alertas quadrimestralmente ao Poder Executivo quando ele excede os limites de gastos com pessoal. Em 2014 o Governo gastou R$ 5 bilhões com a folha de pagamento dos Poderes e órgãos autônomos, e, em 2018, a conta subiu para mais de R$ 8 bilhões. Segundo explicou o secretário da Secex de Receita e Governo do TCE, Joel Bino do Nascimento Junior, em 2014 o percentual de gastos com pessoal era de 46,5% e fechou em 2018 em 57,89%, quase 10% acima do limite máximo de 49%.
"No primeiro quadrimestre de 2019 analisado agora pela equipe técnica ficou demonstrado que ocorreu uma pequena redução de 57,89% para 57,13% de gastos com pessoal comparado à Receita Corrente Líquida. Apesar do aumento de 13 milhões na folha, o percentual não aumentou, porque a Receita Corrente Líquida cresceu. Mesmo assim continua muito acima do limite de 49%, conforme a LRF, mas já houve uma demonstração de que houve uma estagnada nos gastos com pessoal", analisou.







Lílian carvalho 28/07/2019
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Lílian Carvalho 28/07/2019
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Clara2 26/07/2019
Fala prós que querem estudar e passar na prova do concurso. Não abro mão do meu direito. Já disse, abre mão do seu salário e a gente conversa.
Glauber 26/07/2019
Fácil pra eles que recebem 70 mil de vale livro. Abre o olho população, abre o olho.
isa 26/07/2019
Esse é uma das atribuições do órgão de controle, aliais sem ele como se fiscalizaria os excessos de gastos ? quem faria este papel ? então observa-se que cada um no seu quadrado não é !
marta 26/07/2019
o tribunal de contas tem que fazer o papel deles, os engravatados, sobram dinheiro e ficam com frescura , por que não devolvem ao estado ou o estado diminui o dinheiro o tce anual? ficam os servidores do executivo pedindo esmola , agora os professores, só os grandoes do tribunalde justiça, mpe, tce que ficam numa boa, fazem de besta.
clara 26/07/2019
A de se observar os comentários abaixo são apenas de servidores do executivo e na sua grande maioria da educação , vão trabalhar que é cambada , colocar nossas crianças em sala de aula , no brasil tem tantos querendo receber o que V.s recebem e ainda estão reclamando , se fosse comigo demitia todos , certeza que muitos outros querem .
JORGE LUIZ 26/07/2019
TRIBUNAL DO FAZ DE CONTAS ALERTA O DESGOVERNO NA FOLHA DE PAGAMENTO, POIS É, MAS ESSE MESMO TRIBUNAL DO FAZ DE CONTAS PARECE QUE NÃO LÊ DIÁRIO OFICIAL PARA VER A QUANTIDADE DE CONTRATOS TEMPORÁRIOS SENDO CONTRATADOS NAS SECRETARIAS, MAURO MENTE QUER ESTOURAR A FOLHA DE PAGAMENTO PARA VIVER NESSA DE QUE O ESTADO ESTÁ EM CRISE E NÃO FAZER NADA DAQUILO QUE PROMETEU, POIS, PROMETEU FAZER MUITAS COISAS, MAS ESQUECEU DE COMBINAR COM A FAMÍLIA CAMPOS E OUTROS POLÍTICOS QUE ELE SERIA GOVERNADOR E NÃO OS MESMOS, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MT SÓ VOTA A FAVOR DESSE DESGOVERNO POR QUE OS CABOS ELEITORAIS DOS DEPUTADOS ESTÃO SENDO NOMEADOS E SÓ
Aldo 26/07/2019
Tribunal de Contas, ganhando o que eles ganham de salário, mais as verbas indenizatórias e os auxílios, tudo com dinheiro de nossos impostos, fica fácil proibir reposição inflacionária aos funcionários públicos do estado. Deveriam ter vergonha de fazer algum tipo de comentário sobre o salário do funcionário público.
Diana 26/07/2019
É simples, diminui os salários dos outros servidores e deixa tudo nivelado. Porque é que só A Educação deve pagar o pato?
JK 25/07/2019
O TCE é uma piada.
ROBSON JOSÉ 25/07/2019
Gastar 70,9 mil para comprar livros para os conselheiros, isso pode. Reajuste de salário para os servidores, isso não pode. Será que fazer o trabalhador de bobinho pode?
12 comentários