Dias após deixar o cargo de secretário-geral do União Brasil de Mato Grosso, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco alegou um dos motivos para a saída foi a falta de autonomia para resolver pendências dentro do partido. Segundo ele, muitas das tratativas precisavam da anuência de outras lideranças, que demoravam para se posicionar.
Sem ver o trabalho andar, Dilmar realizou uma auto-avaliação e optou em deixar a cúpula partidária. Em entrevista nesta terça-feira (24), ressaltou que a função demanda muita responsabilidade e desde que esteve no cargo, atuou em favor do partido, filiando novas lideranças e defendendo o diálogo. Porém, a falta de autonomia, impediu a formação de diretórios provisórios.
"Vejo que o secretário tem que ter mais tempo, participar dentro do partido e eu não tenho tido tempo suficiente para estar acompanhando o partido e o Diretório. Fiz a minha parte, contribui e acho que ajudei até onde eu poderia ajudar, mas infelizmente o secretário teria que ter um pouquinho mais de autonomia para as decisões das provisórias dentro do estado. Tudo que eu fiz eu partilhei dentro do grupo de WhastApp da liderança do partido, para que tomassem as decisões, mas essas provisórias não saíram", argumentou.
O deputado salientou que já havia informado o seu desejo de não participar do Direitório, diante das suas atuais demandas, que por si só, demandam uma atenção especial. Ele ainda cita a cobrança por parte do senador Jayme Campos (União Brasil), quanto à necessidade de organizar o partido em Várzea Grande, solicitação que também demorou para sair do papel.
"Eu já tinha dito lá atrás que não gostaria de participar do Diretório por estar líder do Governo, por ser do interior [tinha] que visitar minhas base e seria mais um tempo que tomaria da minha vida. Agora, decidi [sair], principalmente por uma cobrança muito grande do senador Jayme Campos pela provisória de Várzea Grande, que estava há um bom tempo lá dentro, mas não saía. Achei que não estaria contribuindo mais neste cargo dentro do partido", disse ele.
Por fim, Dilmar sugeriu que o irmão de Jayme, o deputado estadual Júlio Campos, coloque seu nome à disposição, para que assim, use de seu cacife político e articulação, visando fomentar o crescimento e andamento do partido: "Espero que o Júlio Campos coloque o nome dele. Tem perfil, já foi presidente do antigo Democratas, e quem sabe, pode assumir esse cargo que é importante dentro do partido".
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