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Polícia Quinta-feira, 30 de Julho de 2026, 12:18 - A | A

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"REPLAY"

Assessor de vereador é suspeito de elo com esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

Brunno Passos da Silva é assessor parlamentar do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá

João Aguiar

O assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, conhecido como "Brunninho" também está entre os presos na manhã desta quinta-feira (30) durante a Operação Replay, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Além dele, também foram presos: a advogada Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como "Alex Soldado" e Emerson Ferreira Lima, o "Gordão". Eles são investigados pelo possível elo em um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV), comandado por Paulo Witer Farias Paelo, o W.T..

Conforme apurado pelo , Brunno também é jogador de futebol amador. Além disso, atua como assessor parlamentar do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá. Ele foi contratado em janeiro deste ano com um salário de R$ 2,5 mil.

Reprodução/João Aguiar

Operação Replay, assessor parlamentar Brunno Passos da Silva

O assessor parlamentar, Brunno Passos da Silva (esquerda) e o delegado Victor Hugo Caetano

Outro lado

O entrou em contato com o vereador Jefferson Siqueira, que está de férias, e com a chefe de gabinete do vereador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue em aberto para manifestações.

Funções

Durante entrevista coletiva, o delegado Victor Hugo Caetano, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), detalhou as funções atribuídas a alguns dos investigados e afirmou que eles integravam a estrutura responsável por manter o esquema de lavagem de dinheiro da facção, mesmo com W.T. preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo Victor Hugo, a advogada atuava na regularização documental de imóveis de luxo do município de Itapema (SC), adquiridos em nome de “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos bens.

"A advogada presa em Cuiabá atuou como procuradora de imóveis em nomes de pessoas interpostas na cidade de Itapema. Ela exerceu atividade para ocultação e dissimulação do patrimônio pertencente a esse faccionado, a esse tesoureiro da organização criminosa [W.T.]", afirmou.

Reprodução/Instagram

Operação Replay, Dayane Karol Moreira, Alex Júnior Santos de Alencar

Dayane Karol Moreira e Alex Júnior Santos de Alencar

Já Alex Soldado, conforme o delegado, era um dos principais homens de confiança de W.T. fora da prisão e já havia sido alvo de outras operações da GCCO.

"O jogador de futebol do time desse faccionado [Amigos do W.T.] é um dos braços direitos dele aqui fora do presídio. Já foi preso diversas vezes. Atuava na lavagem de dinheiro e na prática de atos em favor da organização criminosa", disse.

Victor Hugo ressaltou ainda que Alex é um alvo recorrente das investigações policiais e voltou a atuar para a facção criminosa após ser colocado em liberdade, “com atuação muito forte ao lado do braço direito do líder dessa facção", explicou.

O terceiro investigado, Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", também ocupava posição estratégica dentro da organização criminosa.

"Era o braço direito desse tesoureiro da facção criminosa [W.T.]. É a pessoa a quem ele se reportava diretamente para a prática ilícita da lavagem de dinheiro em favor da organização criminosa", explicou o delegado.

Comando mantido de dentro da prisão

Conforme publicado pelo , de acordo com a investigação, W.T. continuou exercendo influência sobre a facção mesmo preso. Segundo Victor Hugo, o líder reduziu sua capacidade operacional ao ser preso, mas jamais deixou de comandar o grupo.

"Pelos dados telemáticos, conseguimos evidenciar que ele continuou essa prática e essa conduta de lavagem de dinheiro e de outros crimes", afirmou.

Reprodução

Paulo Witer Farias Paelo, W.T., CV

No detalhe, Paulo Witer Farias Paelo, o W.T.

Operação Replay

Durante a deflagração da Operação Replay foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva contra integrantes do Comando Vermelho, investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A ofensiva também inclui mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 32,6 milhões, concentrando as ações em Cuiabá e Várzea Grande, além de municípios de Santa Catarina e do Rio de Janeiro.

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JORGE LUIZ 30/07/2026

ESSE NÃO É O MESMO VEREADOR QUE UNS MESES ATRÁS TEVE UM ASSESSOR PRESO TAMBÉM POR ESQUEMA COM A GURIZADA QUE TRABALHA ILEGAL? OU EU ESTOU ATIRANDO NO CARA ERRADO? NESSA CASA DOS HORRORES VULGO CÂMARA DE CUIABÁ

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1 comentários

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