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ATROPELAMENTO

Delegado indicia sobrevivente e motorista por mortes em frente à Valley na "balada"

Atualizada às 9h30 de 24/09/19

Bruna Barbosa e Bárbara Sá

Reprodução

Hya Girotto

Hya Girotto foi indiciada pela conduta perigosa na av, como mostra detalhe da imagem

Sobrevivente do atropelamento que matou Myllena de Lacerda e Ramón Alcides Viveiros, de 22 e 25 anos, em 23 de dezembro do ano passado, Hya Girotto responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com pena de um a três anos de reclusão.

O indiciamento consta em despacho desta segunda (23), assinado pelo delegado Christian Cabral.

A motorista que atropelou os três jovens teve o indiciamento original alterado e deve responder por dois crimes de homicídio comum, com pena de seis a 20 anos, e lesão corporal culposa no trânsito, com pena de dois a cinco anos, pelo atropelamento de Hya.

De acordo com o relatório da conclusão do inquérito da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), o comportamento imprudente da jovem teria causado situação propícia para o acidente.

O acidente aconteceu em frente a boate Valley Pub, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. No despacho, Chistian explicou que Myllena e Ramón estavam a menos de dois metros de concluir a travessia com segurança, quando Hya voltou para o meio da avenida e começou a desenvolver uma "performance de dança".

De acordo com o delegado, as duas vítimas viraram de costas para ver o comportamento de Hya e não perceberam quando o carro dirigido pela professora de Biologia da UFMT, Rafaela Screnci Ribeiro, 33, surge em alta velocidade.

O titular da Deletran determinou que Rafaela e Hya sejam interrogadas novamente antes do indiciamento ser oferecido ao Ministério Público Estadual (MPE), que deve determinar se ambas serão denunciadas. Para o delegado, a única sobrevivente do acidente teria contribuído para que o atropelamento acontecesse ao assumir conduta imprudente.

Na época, câmeras de segurança de um prédio ao lado da boate registraram o momento em que Hya começa a dançar no meio da avenida, os amigos da jovem chegam a retirá-la do local algumas vezes. Também é possível perceber quando um carro passa a poucos metros dela. 

Rodinei Crescêncio

Delegado Christian Cabral

Christian Cabral, delegado títular da Deletran, decidiu pelo indiciamento da sobrevivente

Em seguida é possível ver quando Ramón e Myllena atravessam a rua de mãos dadas com Hya. Em determinado momento a jovem volta a dançar na pista e os três são atingidos pelo veículo de Rafaela. 

O crime 

Myllena morreu na hora do atropelamento e Ramón chegou a ficar internado em estado grave, mas não resistiu. O jovem teve traumatismo craniano e faleceu cinco dias após o acidente. Hya Giroto passou 23 dias internada e fez quatro cirurgias, incluindo uma cirurgia cardíaca e no ombro esquerdo.

Rafaela foi detida e liberada sob pagamento de fiança no valor de R$ 9,5 mil, após passar por audiência de custódia. Durante a investigação, a polícia teve acesso a ficha de consumação de professora em uma casa noturna. Segundo o estabelecimento, na lista de produtos consumidos estavam seis garrafas de cerveja.

Como medida cautelar, a mulher teve a Carteira de Habilitação (CNH) recolhida, deve comparecer mensalmente em juízo e se recolher rotineiramente nos períodos noturnos e aos finais de semana.

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Josy Campos 24/09/2019

Então a sobrevivente vai pagar pelo crime também?

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jj 24/09/2019

concordo plenamente com o delegado ela tbem motivou o acidente, se a motorista não estivesse tomado uma e as belezas fazendo de boate a avenida, com certeza não aconteceria isso, então tem qu ser penalizada sim.

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2 comentários

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