A morte do agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, que foi alvejado por tiros disparados pelo vereador Marcos Paccola (Republicanos), está sendo investigada como homicídio pela Polícia Civil. A afirmação foi feita nesta quinta (07) pelo delegado titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DPPP), Hércules Batista Gonçalves.
Em entrevista coletiva, Gonçalves garantiu que todo o trabalho será feito de de forma "muito séria” e isenta.
"O trabalho está se desenvolvendo de forma técnica, sem adentrar em paixões. O que ocorreu lá foi um homicído e é sobre esse crime que o trabalho está se desenvolvendo. Já ouvimos bastante testemunhas e interrogamos o autor dos fatos. Também estão sendo produzidas várias provas periciais e também está sendo reexaminado o conteúdo daquelas imagens”, declarou o delegado.
“O nosso trabalho vem sendo desenvolvido de uma forma muito séria, muito robusta. Ao identificarmos se é necessário ouvir mais pessoas, essas serão ouvidas”, pontuou.
De acordo com o responsável pela investigação, já foram requisitadas outras imagens do momento em que Paccola dispara contra o agente, que era conhecido pelos amigos como "Japão".
“Justamente para que a Polícia Civil possa se munir de todas as informações possíveis para concluir as investigações de uma forma exitosa, esclarecendo todos os pontos obscuros”, disse.
O prazo legal para conclusão das investigações é de 30 dias, então, a resolução do inquérito é esperada para o começo do mês de aosto. Se necessário, o prazo pode ser estendido. “Mas, a gente acredita que no prazo de 30 dias a gente conclua as investigações”, completou o delegado.
O presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho, e o vereador Lilo Pinheiro (PDT), presidente da Comissão de Ética do Legislativo, estiveram na DPPP em busca de informações sobre o inquérito para repassar à Comissão de Ética, que avalia um pedido de afastamento de Paccola da Câmara, feito pela vereadora Edna Sampaio (PT).
O caso
Japão morreu no dia 1º de julho, vítimas de disparos realizados por Paccola. De acordo com a versão do vereador, ele teria visto uma briga envolvendo o para o agente e sua namorada. No momento em que percebeu que Japão estava armado, ele relata que teria pedido ao agente para que largasse a arma, disparando ao não ter a ordem acatada.
Já a namorada do agente, Janaina Sá, contesta a versão do parlamentar e afirmou que o homem foi alvejado pelas costas. Segundo ela, no momento dos disparos, Japão estava com um celular na mão. Testemunhas afirmaram que o casal estava embriagado. Momentos antes do crime, aliás, câmeras de segurança flagraram o carro em que o casal estava atravessar a Avenida Filinto Müller em alta velocidade e invadir uma rua na contramão.
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Camilo Capitão 09/07/2022
2022 reeleito! Pistolinha na cinta e fogo a vontade kkkk tudo legitima defesa, vamos ser um exemplo de civilidade e bons costumes.
verdade 08/07/2022
numa outra vida ele aprende a nao ser mane e ficar desfilando c arma na mão como se tivesse no velho oeste...
alex r 08/07/2022
Pelas costas, 3 tiros, a sangue frio... Se não é execução ... Então todo mundo pode fazer !!!! Pode abrir as penitenciárias que lei não vale nada besta de quem segue!!! É isso !!! A anarquia institucionalizada... Se fosse qualquer outra pessoa estaria presa então nem tem o que falar... Lei não existe! Só nós bestas que seguimos!!!!!
edmalvadeza 08/07/2022
basta ver as imagens, foi homicidio doloso com intensão de matar, de forma cruel e sem condição de defesa da vítima que estava de costas indo embora. Se isso não é crime então vamos liberar o CV para ser Xerife pois os atos de justiçamento deles é igual a ação desse assassino....
Pedro 08/07/2022
A sociedade espera isso Dr. Gonçalves do senhor, da justiça, da Corregedoria da PM e da Câmara Municipal de Cuiabá, o direito a interpretação é amplo, e eu interpreto da seguinte forma: policial tem que ser frio, há que se considerar que o Paccola tivesse optado em vez de agir naquele momento e pedido para o assessor ligar no 190 para a vinda de uma viatura seria seguro para todos, inclusive para ele, e isso era possível, já que instantes antes da abordagem o agente morto estava com as mãos para baixo e sem oferecer risco, esse aspecto com um policial medianamente hábil chegaria a essa conclusão, há que se considerar o aspecto político dele tentar se passar por herói, quando poderia ter agido de forma diversa no deslinde dos seus atos, bom trabalho doutor.
Valdonado 08/07/2022
Roberto Ferreira, capim não ajuda as pessoas a pensarem.
PEDRO - DR. EM DIR. CONST. ESP. DIR. PEN 08/07/2022
Roberto Ferreira, diz em qual faculdade tu fez direito, que eu não quero lecionar pra você, crime culposo está ligado a imperícia, negligencia ou imprudência, na minha opinião o que caberia é a legítima defesa, mas ainda assim não caberia, pois a legítima defesa é caracterizada quando não há modo diverso para atuar, e o assassino poderia siim agir de modo diversa, por exemplo mandando o seu assessor ligar no 190, até porque no momento que ele observa o agente, o agente estava com mãos para baixo e em tese não oferecia risco algum tempo antes de ser baleado, qualquer pessoa mediana tem essa conclusão, ainda o policial que em tese é preparado, ao meu ver ele quis se promover, achando que era bandido e assim sua candidatura alavancaria, mas o tiro saiu pela culatra, meus irmãos são policiais e tem a mesma opinião, ok?
Milton 07/07/2022
Vão distorcer os fatos e inocentar o crominoso somente para babar ovo de Bolsonaro.
Roberto Ferreira 07/07/2022
Homicídio culposo sem intenção de matar, legítima defesa
9 comentários