O motorista Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, que dirigia uma caminhonete envolvida em um acidente que matou um menino de 4 anos e deixou a mãe e o padrasto do menor gravemente feridos, negou que tenha ingerido bebida alcoólica e afirma que não viu o Fiat Palio em que a família estava. O acidente aconteceu na madrugada desse domingo (12), na Avenida Blumenau, em Sorriso (a 396 km de Cuiabá).
Em depoimento obtido pelo
, Gabriel conta que saiu com amigos na noite de sábado (11) e, já na madrugada de domingo, decidiu retornar para casa. No caminho, ele relata que, ao trafegar pela avenida, não viu o carro, que, segundo ele, estava sem sinalização. Ele também disse que a pista estava escura.
“Eu não me lembro a velocidade que eu estava, não me lembro, não me recordo. E aparentemente o carro estava sem sinalização. Eu estava descendo a avenida e o carro estava bem na esquina, que é um lugar escuro. Tem uma árvore lá e foi embaixo naquela escuridão que eu não consegui enxergar. Eu não me lembro como ele entrou na minha frente, ou como ele freou, eu só me recordo disso”, relata.
Assista:
O rapaz diz ainda que após o acidente, parou, desceu e acionou o socorro. “Eu só me lembro a hora do impacto, eu desci do carro e fui prestar socorro imediatamente. Eu só pensei nas vítimas”, acrescenta.
Por fim, Gabriel nega que tenha ingerido bebidas alcoólicas.
O caso
Como já publicado pelo
, Gabriel conduzia uma caminhonete Land Rover Laca, quando bateu na traseira Fiat Palio, onde estava a família. O menino de 4 anos chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e encaminhado para o Hospital Regional de Sorriso, mas não resistiu.
A mãe da vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para a unidade, em estado grave. O padrasto do menino foi socorrido pelo Samu e encaminhado em estado gravíssimo para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
Em depoimento à polícia, Gabriel afirmou não ter visto o carro onde as vítimas estavam. A Guarda Municipal esteve no local, ofereceu teste do bafômetro, mas o rapaz recusou. Por conta disso, foi preso em flagrante.
O suspeito passou por audiência de custódia ainda na tarde de domingo. Em sua decisão, o juiz Lener Leopoldo entendeu que os indícios de autoria são robustos e inequívocos, “eis que o autuado foi abordado imediatamente após a colisão como condutor do veículo causador do sinistro, teria confessado verbalmente o consumo de bebida alcoólica naquele dia segundo depoimentos colhidos, recusou-se ao teste do etilômetro e foi identificado como o único ocupante do veículo Land Rover”, diz trecho.
Além disso, Gabriel ainda estava com o direito de dirigir suspenso desde abril deste ano, após ser pego dirigindo embriagado, conforme o juiz.
Mesmo o rapaz sendo réu primário, a prisão se mostra necessária, conclui o magistrado. “A segregação cautelar se mostra necessária diante da necessidade de resguardo da ordem pública, frente à insuficiência das medidas cautelares diversas da prisão para o caso concreto, as condições favoráveis do investigado não impedem a decretação de custódia cautelar, quando presentes os requisitos legais”.
“A gravidade concreta da conduta praticada é de extrema magnitude. O autuado, ao conduzir veículo em velocidade excessiva e sob efeito de álcool em via urbana, ceifou a vida de uma criança de apenas 4 anos de idade e colocou em risco de morte outras duas pessoas da mesma família, causando lesões graves à genitora da criança. A morte de uma criança de tenra idade em decorrência de conduta que revela absoluto desprezo pela vida humana representa gravíssimo abalo à ordem pública e à sensação comunitária de segurança jurídica, gerando clamor social justificado que não pode ser ignorado pelo Poder Judiciário na análise da necessidade da custódia cautelar”, completa o magistrado.
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João Benedito Souza 13/07/2026
Estranho alega que não bebeu e recusou o bafômetro o porquê da recusa?Outro detalhe para destruir o carro Palio ele deveria estar acima de 120 km/h ...Tem levar uma pena grande...
1 comentários