O promotor de Justiça da Infância e Juventude Rogério Bravin pediu a internação da adolescente B. de O.C., de 14 anos, que atirou e matou Isabele Guimarães, em 12 de julho, endossando solicitação feita pela Polícia Civil, ao concluir o inquérito na semana passada. Agora, cabe à juíza Cristiane Padim da Silva analisar e decidir se acata ou não o pedido.
O
apurou que o promotor denunciou a garota, nesta quarta (9), por ato infracional análogo à crime hediondo, após a polícia concluir que B. atirou na amiga e assumiu a intenção de matar. O caso segue sob segredo de Justiça.
Ela nega e afirma ter sido um disparo involuntário e sua defesa chegou a pedir clemência o que não foi acatado pelo MPE até o momento. Já o namorado de B., G.C.daC. foi denunciado por ato infracional compatível ao porte ilegal de arma de fogo.
Ao concluir o inquérito, após análises de depoimentos, imagens e 12 perícias, a Polícia Civil chegou à conclusão de que a garota ficou por 1 minutos e 18 segundos com Isabele dentro do banheiro. O disparo foi frontal e a uma altura de 1m 44 cm.
A investigação foi conduzida pelas delegacias especializadas do Adolescente (DEA) e de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). "A adolescente era treinada, capacitada, então, no mínimo, ao manusear a arma dentro do banheiro com a amiga ela assumiu o risco de gerar a morte da adolescente", disse o delegado Wagner Bassi, titular da DEA após a conclusão do inquérito.
Provas
Segundo a polícia, o namorado da atiradora deixou a arma alimentada, com cartucho, mas sem bala na câmara, quando saiu às 21h59, antes de Isabele ser morta, menos de dois minutos depois. O delegado Wagner Bassi revelou que desse momento em diante foram só 36 segundos até a amiga de Isabele pegar o case onde estava a arma do crime e subir as escadas da residência até seu próprio quarto, local do homicídio.
Ainda de acordo com as autoridades policiais, a adolescente deixou a maleta sobre o móvel e pegou uma das armas. Logo após, foi até o banheiro onde Isabele estava. A vítima estaria fumando cigarro eletrônico. As duas ficaram 1min18s no banheiro. Nesse intervalo aconteceu o disparo.
É também nesse momento, segundo a investigação, que houve o carregamento da arma com o golpe no ferrolho (colocou a munição na câmara). O chamuscamento no rosto (tatuagem do disparo), identificado pela perícia técnica, mostrou a distância entre 20 e 30 cm para o disparo.
Conforme os peritos, a autora do crime estava de frente para a vítima. O tiro atingiu o nariz da menor e transfixou para a sua cabeça, ainda segundo o laudo. Conforme a descrição dos laudos, o impacto do disparo fez com que Isabele caísse de joelhos para frente e depois para trás no banheiro, ficando apenas com cabeça no box.
Em depoimento à polícia, a garota alegou que o disparo contra a amiga foi acidental e ocorreu quando tentou guardar o case da arma, deixado na residência pelo seu namorado, um rapaz de 16 anos. Porém, laudos da Politec colocaram em xeque a versão da adolescente, apontando que o disparo contra Isabele não ocorreu de maneira casual.
Outro lado
Procurada, a defesa de B., sob responsabilidade do advogado Arthur Osti, ressalta que ainda não teve conhecimento e, por isso, não vai se pronunciar no momento.
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Iryna 14/09/2020
Precisa internar essa matadora urgente! que história é essa de jet ski e lancha? Mata a outra com um tiro na cara e sai rindo da cara de todo mundo! JUSTIÇA DE MT, QUEREMOS ESSA BANDIDA INTERNADA!
joao 10/09/2020
O Ministério Público pediu a internação da garota, pela decisão judicial que aguardamos, aí já poderemos adiantar o resultado final do caso.
Celso Luiz Gaudêncio Freres da Silva 10/09/2020
Boa tarde...! Se ela for realmente "internada", como outra qualquer menor que tenha cometido um crime, eu passo a acreditar em Cegonha, Saci-pererê, Branca de Neve e seus sete anões, Papai Noel e outras figuras folclóricas que tanto conhecemos.
ana 10/09/2020
DUVIDO que seja internada, e voce?
Eleitor Atento 10/09/2020
Entendo que são coisas da adolecencia....tragedia....aconteceu o que nunca deveria ter acontecido. Mas os pais...tem por obrigação ...refletir " Onde que nós erramos "....fica a minha sugestão....erraram quando o SIM foi muito mais que o NÃO...mas nem tudo esta perdido...ainda pode vir a conversão ...Deus ´sabe de tudo...força ..fé e coragem...a todos envolvidos nessa situação.Lamentavel.
Família Shelby 10/09/2020
Acho que a família Cestari não anda muito preocupada não. Posso estar enganado, mas tenho quase certeza......que era a família Cestari no lago do Manso, curtindo, todos alegremente, andando de Lancha e Jetski. A pistoleira estava por lá..... Enquanto isso, uma mãe se te a dor profunda da perda e do vazio . Justiça de MT, estamos de olho. Faça sua parte, JUSTIÇA!
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