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Domingo, 27 de Maio de 2007, 10h:08 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

SEGURANÇA PÚBLICA

No cargo há 5 meses, Carlos Brito vive inferno astral

    Desde que assumiu a cadeira de secretário de Justiça e Segurança Pública, há cinco meses, o ex-deputado Carlos Brito (PDT) vem enfrentando uma verdadeira fase cão. Na luta pela superação, ele se depara, em média, com um episódio negativo a cada mês. A simulação desastrosa de PMs em Rondonópolis, que resultou numa morte e em alguns feridos, é a quinta bomba lançada sobre o secretário. A carga sobre seus ombros vem pesando tanto que, segundo a tradição católica, só uma benzição o ajudará a suportá-la.

    Assim como um técnico de futebol, Carlos Brito demonstra a melhor das boas intenções à frente da Sejusp. Treina e ensaia grandes projetos. Na hora de colocá-los em prática, parece que tudo dá errado. Para piorar surgem problemas de ordem pessoal. Senão vejamos.

) Tão logo foi empossado à frente da pasta, em janeiro deste ano, Carlos Brito substituiu o comando-geral. Tirou o coronel Leovaldo Salles e nomeou ao posto Adaildon Evaristo. Em seguida, dentro do que chamou de reengenharia, mandou desativar as polícias comunitárias, estadual de trânsito e ambiental. Os problemas foram imediatos. Após muitas manifestações de protesto, o secretário recuou. Começou a reinstalar as estruturas nos bairros, agora com o nome de base comunitária.

) Em fevereiro, Mato Grosso ganha destaque internacional por figurar no topo da lista do mapa da violência. Colniza, que teve, em média, 165,3 homicídios por 100 mil habitantes, entre 1994 e 2004, é apontada como a cidade mais violenta do país. No segundo lugar da lista também aparece outro município mato-grossense: Juruena, vizinha de Colniza, que teve 137,8 homicídios por 100 mil habitantes no mesmo período. São José do Xingu e Aripuanã também são citadas entre as 10 mais violentas da região Centro-Oeste. Brito teve de "botar a cara" para se explicar. Não considerou os dados. Apontou equívocos e contradições.

) Carlos Brito cai em prantos ao saber que um filho seu está envolvido num homicídio. A repercussão ganhou o cenário nacional porque o fato envolvia filho de um secretário de Justiça e Segurança Pública.

)  Numa operação de desarmamento na região do Araguaia, PMs agridem, torturam e humilham trabalhadore rurais.  O caso também ganha o noticiário. O governador vai à região e, após ouvir relato dramático dos agricultores, determina a exoneração do comandante-geral Adaildon. Nomeia para a cadeira o coronel Campos Filho.

) Neste sábado (26), durante simulação de um resgate dentro de um ônibus, PMs fazem disparos com munição real, em vez de balas de festim, em direção às pessoas que participavam do evento em Rondonópolis. Além da morte de Luiz Henrique Dias Bulhões, 13, outras nove pessoas, entre elas seis crianças, ficam feridas. De novo, o governador se desloca para o local da tragédia. O secretário Brito, de novo, vem a público, lamentar o episódio, admitir que houve negliência e promete apurar responsabilidades.

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Comentários (21)

  • DINIZ JUNIOR | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Governo deve e rever e sua postura com relação ao social e olhar mas de perto o que ta causando maior problema para ele(governo) e a sociedade. Deve agir com mais rigor com aquele que foi preparado, teinado mais querem boicoitar. Tirar a"S" laranja"S" podre"s" do soco.

  • Giovania Teixeira Duarte | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Prezado Romilson,

    Vc não citou em seu texto mais um fato do 'inferno astral' vivenciado pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Carlos Brito.
    É filho do tenente-coronel Reinaldo Magalhães de Moraes, que é assessor do secretário, o menor que ceifou a vida do garoto Marcos Yuri Prado Oliveira Guirado, de 10 anos.
    Ainda q o tiro disparado pelo filho do tenente-coronel tenha sido acidental e q o autor do disparo é um menor, o caso merece ser citado p/ não se esquecer que trata-se de um homicídio e que os culpados devem ser tratados e responsabilizados pelos seus atos, como qualquer cidadão.

    Atenciosamente,

    Giovania Teixeira Duarte

  • pedro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O que só Mato grosso conhecia , agora o Brasil tambêm conhece a "IMCOMPETENCIA DO CARLOS BRITO". BLAIRO AFASTE ESTE MOÇO LOGO DA SUA ADMINISTRAÇÃO ANTES QUE FIQUE TARDE DEMAIS.

  • pdro noronha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O Secretario não vai usar aquela empresa de publicidade de novo para colher assinatura e assinarem termos de solidariedade para ele? vai? estamos de olho!

  • André | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Este tipo de fatalidade estava demorando para acontecer. Não é de hoje que a PM MT esta agindo com negligência e despreparo. Sempre os erros são atenuados no Tribunal de Justiça Militar, e nunca fiquei sabendo que algum militar superior, que é o estrategista e, verdadeiro culpado, pagou por crime cometido.
    Em todos os meus conhecimetos de tática de guerrilha e policiamento, nunca houvi falar em demonstração de habilidades especiais de policiais a sociedade. Em momento algum é permitido o disparo de arma de fogo sem seja retirado todas as pessoas da linha de fogo. Treinamento policial tem que ser realizado em área reservada, e não em via pública, com o gravante de pessoas próximas.
    Houvi falar muito sobre o afastamento de alguns policiais que estiveram na fatalidade, mas na verdade quem tem que ser responsabilizado pelo ato são desde o Oficial Superior, que é o estrategista, até o soldado mais moderno, que é o simples acatador de ordens, de forma gradativa de responsabilidade.
    Agradeço a toda imprença pelo bom trabalho prestado na cobertura do fato, que posso chamar de uma crime social. E dizer que continuem assim com uma postura correta, imparcial, cobrando dos governantes respostas plausível, para que a sociedade saiba que realmente "o crime não compensa".

    Grato pelo espaço.

  • RODRIGO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    SEJA QUEM FOR SECRETARIO,A SITUAÇÃO NÃO MUDARÁ SE NÃO HOUVER MUDANÇAS NAS LEIS BRASILEIRAS EM QUE O BANDIDO MATA, ROUBA, ESTUPRA E FICA POR ISSO MESMO, DEVERIA SIM TER PENAS DE MORTES NO BRASIL, POIS PENSO QUE SÓ ASSIM "DIMINUIRIA" AS BARBARIES QUE ACONTEM EM NOSSA SOCIEDADE. JÁ NESSE CASO FOI UMA FATALIDADE QUE COINCIDIU COM O INFERNO ASTRAL DO CARLOS BRITO.........COITADO!

  • Marcela | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Além do homicídio culposo do menor Marcos Yuri, praticado pelo assessor do secretário Brito, o redator esqueceu do episódio onde o empresário Paulo foi baleado por PMs durante uma blitz de trânsito na avenida Isaac Póvoas. O despreparo e a incompetência dos PMs é flagrante e ninguém toma providência. O secretário na verdade está colhendo os frutos de sua prepotência, arrogância e desconhecimento do "metier" policial.

  • Eliana Neres Bueno | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esse é um problema que ocorre nacionalmente, não é um problema específico de Mato Grosso. Não se pode culpar uma só pessoa por causa dos crimes bárbaros que vem acontecendo. Qualquer um que ocupar esta pasta vai enfrentar os mesmos problemas. Penso que o secretário é a primeira pessoa que gostaria de coibir a violência já que tudo recai sobre ele. Mas infelizmente esse não é um problema fácil de resolver. As ações do secretário tem o intuito de melhorar o sistema de segurança porém alguns problemas vão continuar surgindo, já que não podemos controlar ou intervir nas ações das pessoas.

  • Edivaldo de Sá | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Longe de mim querer defender o Secretário Carlos Brito, mas na verdade o que há por trás das criticas a ele, responsabilizando-o por fatos, são interesses politicos. Execto, qdo ouviu um inexperiente Adailton Evaristo, e avalisou ações inconsistentes. No mais como impedir que numa ação simulada, os policiais usassem balas de verdade, deveria Carlos Brito, antes da ação, checar todas as armas? Impossivel evitar que aquela tragédia acontecesse, a não ser que tivessemos policias mais preparados, zelosos,já que iam fazer uma apresentação pública. Culpar o Governador pelo trágico acontecido, é meramente casuístico e politicamente incorreto. Quem é pai sabe, quantos atos os filhos realizam na rua e nem sabemos, mesmo com toda educação dada, os filhos agem como pensam e querem. Isso foi uma fatalidade, que pode acontecer com qualquer um. A pasta é problemática, segurança é um caso mundial, ainda mais em MT, com policias mal preparados, mal remunerados, onde muitos interesses estão em jogo. Não depende apenas da vontade politica dele, mas da vontade de centenas de policiais, sejam praças ou comandantes, depende de fator social, educacional e de uma melhor qualidade de vida, da população. Se tivessemos um mundo justo, teríamos menos crimes.

  • marcio | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    o povo em vez de ajudar o competente secretario vive so criticando quem conseque trabalhar desse jeito sao so cinco meses a frente da secretaria sendo que o poblema vem de muitos e muitos anos atras vamos ter consiencia esse povo que so sabe criticar a prova da competencia dele o secretario foi quando esteve a frente de outras secretarias e sou a favor do governador

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