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Domingo, 23 de Agosto de 2009, 09h:24 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:23

VIOLÊNCIA

Trote deixa alunos em coma alcoólico; UFMT quer punição

   A brincadeira, que era apenas para dar  boas-vindas aos novos alunos do curso de engenharia florestal, da Universidade Federal do Estado (UFMT), o famoso trote universitário, acabou se transformando em caso de polícia. Na sexta (22), quatro estudantes que participavam de um jogo de futebol, com jovens em trajes femininos, deram entrada no Hospital e Pronto-Socorro Municipal da Capital com diagnóstico de coma alcoólico. A ocorrência foi registrada no Centro Integrado de Operações Especiais e Segurança Pública (Ciosp) Planalto.

   O trote, que é considerado um "ritual" de passagem, ou seja, um conjunto de atos e práticas que sanciona o acesso do indivíduo de um grupo ao outro, tem se transformado em zombaria, na maioria dos cursos da UFMT. Enquanto quatro estudantes foram encaminhados à unidade hospitalar, outros que também participavam do "evento" conseguiram escapar das brincadeiras. Eles denunciaram que alguns de seus colegas chegaram a ser agredidos.

   O pró-reitor da Universidade, Fabrício Carvalho, anunciou abertura de sindicância para investigar o caso. Segundo ele, trata-se do primeiro trote deste ano que trouxe consequências graves. Avisa que, se comprovada culpa dos veterenos, caberá até expulsão do curso. Fabrício foi ao Pronto-Socorro acompanhar de perto o estado de saúde dos alunos, que receberam alta no dia seguinte. Os veteranos do curso de engenharia florestal admitiram que os calouros bebem por livre e espontânea vontade. Já sobre a entrada de bebidas alccólicas no campus, os alunos afirmaram que isso nunca foi proibido, e muito menos, fiscalizado.  

   Em março deste ano, a Reitoria já havia alertado os veteranos de que não seria mais permitido trotes dentro do campus. Reforçou a regra com a divulgação da Resolução 018, conselho Universitário Consuni). Essa questão de agressão a calouros nas instituições de terceiro grau preocupa as autoridades políticas. Tramita no Senado um projeto que tipifica como crime e sujeito à detenção de seis meses a dois anos, além de multa e cumprimento da pena correspondente ao ato de violência praticado, quem realizar o chamado trote vexatório. (Lisânia Ghisi)

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Clique na imagem e veja reportagem da TVCA sobre o trote

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Comentários (16)

  • Ademir Bustamante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sabe quando isso vai acabar? Quando os pais desses alunos e até os próprios alunos vitimas de trote começarem a processar a UFMT por negligência e omissão em relação ao trote violento, pedindo muita grana. É causa ganha, não tem como perder. Esses trotes sempre aconteceram na UFMT desde que ela foi fundada e ninguém nunca fez nada a respeito. Quando doer no bolso, a reitoria vai se mexer.

  • marcialima | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Esses são os profissionais do futuro!!! E depois se gabam por serem formados pela UFMT!!!!! Se obrigam alguem a se embriagar até chegar a coma alcoolico, o que farão quando formados????? São uns babacas..... idiotas..... espero nunca me deparar com um profissional desses...

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Vai alguem proibir ou endurecer a fiscalização no campus de qualquer universidade deste Brasil?
    será tema de reportagem com enquetes do tipo vc é contra ou a favor e é claro a maioria será contra!!!!
    Deixem de hipocrisia, universidade é vitima, alias todo o sistema educacional é vitima da permissividade que se instalou na sociedade brasielira!
    O pai que falou na reportagem não sabia que o filho bebia? duvido!!!!!!!
    Será uqe enfiaram bebida guela a baixo do garoto? Duvido!
    Os pais culpam professores por notas baixas dos filhos! mas nunca acompanham em uma tarefa de casa! tem pai que não sabe nem em que série o filho está estudando! ( falo isso e provo), Não sabem nem o nome de seus professores!
    Sejamos sensatos e parceiros na educação de nossos filhos!!!!!

  • Silvana Alves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Calma gente!!!!! Esse é o futuro do Brasil......Que M....podemos esperar dessa juventude???? Depois reclamam que politicos não prestam.....tenha paciência

  • Mary neves | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    São bandos de imbecis!
    Esses tipos de trotes já não tem mais graça.
    Por que não promovem uma gincana cultural, etc. ?
    Acredito que não são todos os universitários que agem com tamanha babaquice, pois, como em qualquer classe tem pessoais com comportamentos imorais, não condizentes com jovens que serão o futuro do nosso país, país este, que necessita urgentemente de representantes sérios, honestos e competentes!

  • Jonny | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    PIOR SÃO OS PAIS QUE SABEM QUE SEUS FILHOS BEBEM NA INSTITUIÇÃO E NÃO FAZEM NADA... CONHEÇO ESTUDANTE QUE PARTICIPA DE REUNIÃO NA PISCINA DA UFMT, BEBEM A NOITE INTEIRA, VARAM A MADRUGADA, OS PAIS SABEM E NÃO DENUNCIAM. PARABÉNS AO PAI QUE TEVE CORAGEM DE SE EXPOR E DENUNCIAR ALGO QUE É ROTINEIRO NESSA INSTITUIÇÃO QUE EU ADORO, PORÉM PRECISAM ABRIR OS OLHOS, PRINCIPALMENTE PARA QUEM MANIPULA PRODUTOS QUIMICOS COMO PARTE DA AULA...???TODOS SABEM O QUE ACONTECE NA UFMT, SÓ NÃO VÊ QUEM N´~AO QUER

  • Orlandir Cavalcante | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Rafael voce quer que professor coiba trotes? faça me o favor!!!! Voce sabe quem é um professor hoje na ordem do dia? ganha menos que um policial em inicio de carreira com ensino medio!!!!Veja o edital do concurso do Estado!!!!
    SAbe que tipo de perseguição poderá sofrer um profissional que se manifesta veementemente contra tais praticas?
    A midia vai ser a primeira a crucificar o coitado, depois os conselhos internos da Universidade e por fim a desmoralização... até um grupo ou semestre promover um abaixo assinado e lá se foi o professor moralista.
    Nao sejamos injustos, o professor é uma vitima de toda a balburdia e desmandos em que vive a educação neste pais, todos querem dar pitaco na educação! É juiz, promotor, delegado de policia, jornalista, psicologo, sociologo,etc....as escolas são o unico espaço onde todos podem dizer, desdizer nada muda!!!!
    Por que será?

  • Dicão | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    É lamentável que jovens bem instruídos ainda se apeguem a métodos brutos, irracionais para comemorar suas vitórias.

    As universidades, seja pública ou particular, devem proibir esse tipo de manifestação.

    Punindo os alunos estarão punindos os pais que muito sacrifícios tiveram para fazê-los chegar onde chegaram. Punir com expulsão não é o caminho.

  • SEVERINO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    ESPERO QUE ESTA ABERTURA DE SINDICÂNCIA DA UFMT NÃO SEJA IGUAL A DA PREFEITURA DE CUIABÁ, QUE SABE QUE OS ACUSADOS SÃO CULPADOS E MESMO ASSIM FINGE QUE VAI TOMAR PROVIDÊNCIAS...

    ACHO QUE FICA MELHOR PARA A UFMT E PARA OS ALUNOS SÉRIOS, PUNIR EXEMPLARMENTE E COLOCAR PARA FORA QUEM NÃO TEM COMPROMISSO EM ENTRAR NA FACULDADE PARA APRENDER...

  • Rafael Amoedo | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    A UFMT nao tem controle sobre seus alunos e blocos.

    Sou estudante da UFMT e é normal ver alunos, portando garrafas de pinga, dentro de suas mochilas, para beber depois que as aulas acabarem. A UFMT, tambem libera seu espaço pra festas universitarias na sexta a noite, onde é normal ver jovens se drogando, ou mesmo, portando armas brancas...Os professores fazem vista grossa, ao trote, permitindo que tudo isso ocorra. Quem nao se lembra do trote da Nutriçao, na qual meninas eram obrigadas a lamber uma banana, simulando um orgao sexual, fato que levou a UFMT as paginas de todos os jornais nacionais, no ano de 2000 ?

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