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Quarta-Feira, 30 de Janeiro de 2008, 08h:30 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:19

VARIEDADES

Vereador assume clube e tira proveito da torcida

  Alguns políticos de olho nas eleições deste ano resolveram assumir a direção de clubes de futebol que estão participando do Campeonato Mato-Grossense de 2008, tudo na esperança de conquistar voto da torcida. O vereador por Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB), é um exemplo. Ele virou presidente do Mixto, um dos 20 times que estão na temporada, que começou na última quinta.

   Ex-presidente da Agência de Habitação da gestão Wilson Santos, Pinheiro aposta todas as fichas no projeto à reeleição. Ele não perde uma chance para se aparecer. Num gesto populista, o vereador-presidente aproveitou o jogo de estréia do Mixto, no Verdão, na última quinta, e apresentou pessoalmente à torcida o reforço do time, o atleta mato-grossense Dinei, que vinha atuando no Marília (SP). Recebeu aplausos da torcida. Ficou todo feliz.

  Outro que também resolveu entrar na direção com interesse político-eleitoral é Wendel Rodrigues (PDT), pré-candidato a prefeito de Várzea Grande. Desta vez assumiu a vice-presidência do Operário. O presidente da Assembléia, Sérgio Ricardo (PR), que também articula candidatura à Prefeitura de Cuiabá, reforçou o seu projeto social com o nome "Escolinha do Sérgio", voltada a atender menores carentes com atividades esportivas.

   Ao menos 4 dos 20 clubes que estão no Mato-Grossense são bancados pelas prefeituras. Por trás está a intenção dos prefeitos na reeleição. São os casos de Júlio César Ladeia (PR), em Tangará da Serra; de Dimorvan Alencar (PR), em Campo Verde; de Zózimo Chaparral (PC do B), em Barra do Garças, além do prefeito de Nova Ubiratan. No caso de Alto Araguaia, o prefeito Maia Neto resolveu patrocinar o time do município, mas, como está no segundo mandato consecutivo, terá de lançar um outro nome do grupo à sucessão municipal. O prefeito Chaparral já garantiu até, numa articulação com a Câmara Municipal, R$ 200 mil para o time da cidade.

    Manobra

   Há vários outros políticos que buscam transformar o esporte num trampolim, como o deputado estadual Mauro Savi (PR), presidente do Sorriso Esporte Clube, e Helmut Lawisch, do Luverdense, de Lucas do Rio Verde. Helmut já tentou, sem êxito, candidatura de deputado e faz novos planos políticos.

     A temporada deste ano traz 8 times a mais. Esse aumento de 12 para 20 se deu pelo interesse político de alguns em tirar proveito da atividade em ano eleitoral e também porque havia expectativa do governo do Estado continuar contribuindo com R$ 100 mil para cada clube, a exemplo de 2006 e 2007. O governo já vetou a ajuda financeira. Resta agora o torcedor, que em outubro ficará de cara-a-cara com a urna eletrônica para escolher vereador e prefeito. É aí que mora o perigo!

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Comentários (11)

  • DONIZETE | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    olha time de futebol aqui em mato grosso não da voto ha.ha.ha.ha

  • Nilson C. de Almeida | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Isso não vira nada, se fosse assim Edivaldo Ribeiro ex presidente do operário, teria conseguido ser eleito.

  • Arnaldo di Paula | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Como Mixtense que sou, quero parabenizar o amigo de infância Julinho, pela coragem de enfrentar mais essa batalha. Não é fácil tocar um time de futebol no estado. Por isso, essa modalidade de esporte a muitos anos não é alavancada em MT. Ao meu ver em todas as profissões ou segmentos empresárias, em determinada oportunidade o dirigente, pode ou não, levar vantagem política. É por isso que tanto no executivo como no legislativo do país tem pessoas de todos as classes profissionais. Diante do exposto, se é bom prá vc, prá nós, para eles e para o estado, vá em frente companheiro.
    Qualquer coisa converse com Inhá Barbina.

  • D.Souza | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Antigos cronistas esportivos costumavam dizer que política e futebol não deveriam se misturar. Essa tese já caiu por terra há muito tempo, desde quando o comentarista de futebol Roberto França foi eleito vereador e profissionalizou-se na política. Os políticos, hoje, em sua grande maioria, estão divididos entre proprietários e funcionários da mídia, com forte migração para o futebol.
    Política e futebol é o enquadramento quase perfeito do côncavo e o convexo, é a reinvenção da roda, geometricamente um pouco quadrada.

  • Arcindino Cuiabano | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Ispiá só, sis criança, arquem lembrô de Inhá Barbina, essa sim era Mixtense de carteirinha, num fartava um jogo nem no Dutrinha ou no Verdão. Quero parabenizar o comentário do Arnaldo Drinks e dize o seguinte: Se esse tar de Julio Pinheiro num fizé um bom trabaio, nós bamo rufa o guantambú na cacunda dele.

  • PELADO | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    O JÚLIO PINHEIRO DEVE ESTÁ QUERENDO IMITAR O EURICO MIRANDA DO VASCO,ATÉ A CAMISA DO MIXTO É PARECIDA COM A DO VASCO OLHANDO BEM ATÉ O JÚLIO PARECE COM O EURICO, SERÁ QUE ELE VAI TER O MESMO FIM QUE O EURICO MIRANDA TEVE NA POLÍTICA?

  • João da Silva | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Também sou Mixtense, mas desde que o futebol dos "grandes" do estado entrou em decadência, não fui mais aos estadios. Na época de Pastoril, Ernani, Toninho Campos, Luiz Carlos (Beleza), Bife, Pelézinho, Romulo, Tuta (o carrasco contra o operário) Depois desses de glória do futebol temos que aplaudir "de pé" quem tem coragem de assumir qualquer time da baixada. Se der certo, parabéns, o cara merece o reconhecimento, caso contrário esses possíveis votos que ele queria angariar, já éra. "É uma faca de dois legumes" aí que fome!....

  • ALVINO GONZAGA | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Se o Vereador Julio Pinheiro fazer com Mixto o que fez com o PDT, então tudo está perdido, é bom os Mixtenses ficararem de olho nesse traíra, pode ser que ele muda de lado rapidinho. Eu hem ??

  • Porfiria | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    E lamentavel essa postura de pessoas querendo fazer do futebol trampolim politico, mas derepente pode se conseguir algumas migalhas de voto.Agora a respeito do Wendel ser candidato tudo bem, so que na minha opinião candidato tem que atrair pessoas q conseguem voto e náo quem tira voto como esse tal de Orlando Antunes que nada mais e do q um tremenmdo trambiqueiro de primeira.Infelizmente no nosso futebol esta de mal a pior por causa de pessoas desse tipo (aventureiro) q faz do club fonte de renda p engordar o bolso, deixando o clube depenado.
    A verdade e nua e crua "O futebol para sobreviver precisa de quem não precisa dele".

  • Luiz da Penha | Quarta-Feira, 31 de Dezembro de 1969, 20h00
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    Sou mixtense desde criancinha e sempre acompanhei a história do mixto e do futebol mato-grossense. Existem pessoas de bem pensando apenas na sobrevivência dos clubes e em proporcionar alegria ao torcedor de uma maneira geral. Eu acredito nisso. Sei também que enquanto o ORIONE comandar o futebol por aqui vamos continuar nessa crise sem precedentes. Ele não vive para o futebol e sim do futebol, e, se quisesse realmente apostar numa melhora dessa modalidade de esporte, já teria entregado o bastão para um abnegado, mas não larga nunca. O futebol vai mal das pernas, mas o Orione muito bem do bolso, obrigado! Contudo, devemos acreditar no Júlio Pinheiro, pois, há muito tempo, mas muito tempo mesmo o Mixto não começa um campeonato ganhando duas partidas seguidas. É um bom começo, mas deve contratar uma linha de zaga inteirinha, senão a casa cai logo logo. Sem dúvida nenhuma, o mixto é dono da maior torcida do nosso Estado, basta ir bem no campeonato que a torcida volta ao estádio. Entretanto, precisamos comparecer ao estádio para ajudar na arrecadação e a pagar dívidas existentes no clube. Quer time bom? Ajude! LUGAR DE MIXTENSE É NO VERDÃO e do Júlio Pinheiro dirigindo o mixto. O resto é conversa para mais tarde, de repente o homem nem é candidato, não é mesmo? Se for, o povo votará nele pelo trabalho prestado à comunidade cuiabana, não ao mixto, pois, como presidente ele tem obrigação de conduzir bem o clube, independente do voto que daí poderá surgir. O MIXTO TEM HISTÓRIA E MERECE RESPEITO. Isso já está aparecendo. Boa sorte presidente.

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