CPIs e renovação de 80% do número de vereadores marcaram discussões este ano
A Câmara de Sinop contou com episódios polêmicos no decorrer deste ano, entre eles a CPI que investigou os gastos da prefeitura com o aluguel de imóveis. Além disso, aumento do número de vereadores e reajustes de salários foram assuntos que entraram em pauta no Legislativo sinopense, que para o próximo ano terá uma renovação de 80%.
A CPI foi criada, em novembro de 2015, após diversas oitivas e avaliação de 59 contratos por duas empresas contratas pela Câmara. Ao final, a comissão concluiu que cinco contratos apresentaram indícios de superfaturamento. O relatório foi apresentado e lido na sessão de 30 de maio e a cópia foi encaminhada ao Ministério Público.
Assessoria
CPIs polêmicas movimentaram o Parlamento de Sinop, além de reajustes e renovação das cadeiras
O Parlamento também criou a CPI dos Aluguéis, que investigou 59 contratos de locação de imóveis da prefeitura. Segundo os vereadores, são gastos cerca de R$ 427 mil, por mês, com aluguéis e anual aproximadamente R$ 5,1 milhões. Em julho deste ano outro assunto que entrou em pauta na Câmara foi a manutenção do número de vagas de parlamentares. Atualmente são 15 cadeiras e a Mesa Diretora apresentou projeto para que fosse mantido o número.
Na última sessão extraordinária realizada no dia 22, os vereadores ainda aprovaram reajuste de 7,3% aos servidores da prefeitura e da Câmara. A única categoria que não teve a reposição salarial concedida foi a dos profissionais que atuam na Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados (Ager-Sinop).
Para 2017, o Legislativo terá uma renovação de 80%. Dos 15 da atual legislatura apenas três se reelegeram, sendo eles: Ademir Bortoli (PMDB) e Fernando Brandão e Hedvaldo Costa (ambos do PR). Atualmente, a oposição à gestão do prefeito Juarez Costa (PMDB) conta com apenas três vereadores. Entretanto, houve aumento, já que o PSDB elegeu quatro novos parlamentares. Agora, a situação conta com nove nomes, sendo quatro do PR, da prefeita diplomada Rosana Martinelli, e cinco do PMDB.