Cuiabá, 29/09/2026

Trincheira do Santa Rosa apresenta risco de colapso e ameaça segurança

Rodinei Crescêncio

Obra da Trincheira do Santa Rosa dá dor de cabeça à Secopa devido a falhas

A trincheira do Santa Rosa nem foi inaugurada e já é uma das obras de mobilidade urbana para a Copa que mais preocupa. Isso porque, no relatório técnico divulgado ontem (18), pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea), a obra apresenta níveis de alerta com grau de atenção, devido a rachadura de 0,7mm (anomalia).

Caso ultrapasse essa medida, o estado passa a ser crítico. “A abertura que se apresenta designa o risco de colapso da peça ou a notória perda de suas características de integridade, segurança, durabilidade e de impermeabilidade”, consta no documento.

A reportagem do RDNews foi conferir  de perto a situação da trincheira, mas os funcionários, estão orientados a não prestar informações. Só puderam adiantar que a drenagem em torno da construção está sendo executada. Essa obra também é uma das mais atrasadas devido ao tempo de paralisação em decorrência da retiradas de adutoras da CAB Cuiabá, que acabaram interferindo no andamento dos trabalhos.

Outra trincheira que requer cuidados é a do Santa Izabel/Verdão. Na obra os engenheiros do Crea identificaram o uso de Brita Graduada Simples (BGS) que supera a expectativa de durabilidade. Acontece que com o período de chuva e a falta da conclusão do pavimento, o solo se encontra saturado e colocará em risco, se não removido, a qualidade do asfalto a ser lançado posteriormente.

Ao final do relatório, o Crea afirma que as 13 obras visitadas são de baixo padrão de acabamento. E faz um alerta às que ainda não foram inauguradas. “Nas obras não entregues, em virtude da expectativa da sociedade, espera-se que o acabamento seja de melhor qualidade, uma vez que não há tempo hábil para eventuais correções”, conclui o documento.

Em relatório, Crea aponta existência de rachaduras e anomalias em obras