Cuiabá, 31/10/2026

Governador nega intenção do Estado comprar prédio da Santa Casa - saiba

Os trabalhadores da Santa Casa  ficaram sem receber salários entre outubro de 2018 e abril de 2019

O governador Mauro Mendes (União Brasil) negou que o Estado não tenha qualquer intenção de comprar o prédio onde funciona a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.   Explica o prédio é antigo e demanda de muita manutenção por causa das características   e que o Governo de Mato Grosso não tem intenção de manter três grandes hospitais em funcionamento.

“Eu sempre disso que o Estado de Mato Grosso não vai ter três grandes hospitais aqui. Já temos o Metropolitano, que se transformou em um grande hospital e vamos abrir outro grande hospital [Hospital Central]. Aquele prédio é um prédio que momentaneamente estamos usando  porque era um prédio da Prefeitura de Cuiabá.  A Prefeitura deixou fechar e causou  um colapso na saúde local. Estamos pagando um aluguel mensal e é possível que quando abrirmos,  os serviços que prestamos hoje na Santa Casa, grande parte deles, serão transferidos para o Hospital Central”, disse o governador.

A possibilidade de compra do prédio passou a ser ventilada após a Assembleia Legislativa, por intermédio da Comissão de Saúde, realizar uma reunião para discutir, junto ao Governo do Estado, a dívida trabalhista da Santa Casa.

Os processos estão em fase de execução e somam mais de 900 ações que tramitam nas Varas do Trabalho de Cuiabá. O valor da dívida total supera a casa dos R$ 48 milhões e, se não houver acordo, será feito o leilão do prédio para pagamento.

A proposta da Assembleia Legislativa é que o Governo do Estado compre o prédio - avaliado em R$ 37 milhões -  e depois faça a desapropriação  para fazer um hospital público. Com os recursos financeiros, quitar os débitos trabalhistas dos ex-funcionários.

Rodinei Crescêncio

“Se não houver uma intervenção do Estado, o prédio vai a leilão e isso vai ocasionar praticamente no fim da Santa Casa”, avalia o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assmbleia Legislariva, 

“Estamos propondo que o governo adquira essa área, pague a dívida trabalhista e que lá continue a funcionar a Santa Casa como sempre foi”, defende o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (União Brasil). Segundo ele, "isso é reconhecer a importância histórica do hospital não só para Cuiabá, mas para todo o Estado”.

Os trabalhadores da Santa Casa  ficaram sem receber salários entre outubro de 2018 e abril de 2019. A crise levou ao fechamento do hospital em 11 de março de 2019. Dois meses depois, em maio de 2019, o governo do estado assumiu o controle das instalações após a edição de um decreto de requisição administrativa de bens e serviços. Hoje, a unidade é gerida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e funciona como um hospital público estadual.