O governador Mauro Mendes (União Brasil) negou que o Estado não tenha qualquer intenção de comprar o prédio onde funciona a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Explica o prédio é antigo e demanda de muita manutenção por causa das características e que o Governo de Mato Grosso não tem intenção de manter três grandes hospitais em funcionamento.
“Eu sempre disso que o Estado de Mato Grosso não vai ter três grandes hospitais aqui. Já temos o Metropolitano, que se transformou em um grande hospital e vamos abrir outro grande hospital [Hospital Central]. Aquele prédio é um prédio que momentaneamente estamos usando porque era um prédio da Prefeitura de Cuiabá. A Prefeitura deixou fechar e causou um colapso na saúde local. Estamos pagando um aluguel mensal e é possível que quando abrirmos, os serviços que prestamos hoje na Santa Casa, grande parte deles, serão transferidos para o Hospital Central”, disse o governador.
A possibilidade de compra do prédio passou a ser ventilada após a Assembleia Legislativa, por intermédio da Comissão de Saúde, realizar uma reunião para discutir, junto ao Governo do Estado, a dívida trabalhista da Santa Casa.
Os processos estão em fase de execução e somam mais de 900 ações que tramitam nas Varas do Trabalho de Cuiabá. O valor da dívida total supera a casa dos R$ 48 milhões e, se não houver acordo, será feito o leilão do prédio para pagamento.
A proposta da Assembleia Legislativa é que o Governo do Estado compre o prédio - avaliado em R$ 37 milhões - e depois faça a desapropriação para fazer um hospital público. Com os recursos financeiros, quitar os débitos trabalhistas dos ex-funcionários.
“Se não houver uma intervenção do Estado, o prédio vai a leilão e isso vai ocasionar praticamente no fim da Santa Casa”, avalia o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assmbleia Legislariva,
“Estamos propondo que o governo adquira essa área, pague a dívida trabalhista e que lá continue a funcionar a Santa Casa como sempre foi”, defende o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho (União Brasil). Segundo ele, "isso é reconhecer a importância histórica do hospital não só para Cuiabá, mas para todo o Estado”.
Os trabalhadores da Santa Casa ficaram sem receber salários entre outubro de 2018 e abril de 2019. A crise levou ao fechamento do hospital em 11 de março de 2019. Dois meses depois, em maio de 2019, o governo do estado assumiu o controle das instalações após a edição de um decreto de requisição administrativa de bens e serviços. Hoje, a unidade é gerida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e funciona como um hospital público estadual.
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Pedro 30/09/2023
Para que né governador , compra um hospital para atender pobre , isso não tem importância nem gera dinheiro , sua preocupacao e o TREM para o agro e mega empresários milionários .
Jocelma 30/09/2023
A Santa Casa de antigamente não existe mais já a algum tempo.
Ze dá juquira 29/09/2023
Esse vc não tem interesse né governador ,já o parque da chapada ,sim .
3 comentários