João Emanuel e outro advogado alvo da PF são excluídos dos quadros da Ordem
Gilberto Leite
Ex-presidente da Câmara de Cuiabá João Emanuel foi excluído dos quadros da OAB
O conselho pleno da OAB-MT excluiu quatro advogados de seus quadros. Entre eles, a punição máxima prevista aos profissionais da advocacia foi aplicada ao vereador cassado João Emanuel, condenado a prisão por lavagem de dinheiro, e Max Weyzer, que teria participado de esquema relacionado à venda de sentenças no Tribunal de Justiça e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Além deles, por infração à conduta ética da profissão, também foram excluídos os advogados Ewerson Duarte e Iacy Figueiredo Fontoura. Ainda cabe recurso ao Conselho Federal da OAB, no entanto, desde já, os excluídos estão proibidos de praticar a advocacia.
João Emanuel, que foi presidente da Câmara de Cuiabá, está preso no Centro de Custódia da Capital há mais de um ano, por conta da Operação Aprendiz. Neste mês, ele foi condenado pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara da Capital, a 13 anos e 4 meses de reclusão, além de 186 dias-multa pelo crime de lavagem de dinheiro.
O caso foi investigado dentro da Operação Aprendiz, deflagrada em 2013. Em dezembro do ano passado, por conta da mesma operação, o advogado foi condenado a 18 anos de prisão e 305 dias-multa, por oito crimes de peculato. João Emanuel foi acusado de cometer irregularidades à frente do Parlamento, ao desviar recursos para pagar dívidas de campanha. Os crimes ocorreriam por meio de fraudes em licitações no âmbito das compras realizadas pelo Legislativo.
Asafe
O advogado Max Weyzer é alvo de procedimento administrativo junto ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB desde 2010, quando foi preso na Operação Asafe, da Polícia Federal. Ele é acusado de participar de um esquema de corrupção ativa e passiva, além de exploração de prestígio e advocacia administrativa.
Nas investigações da PF, Max chegou a ser flagrado em conversa onde estaria negociando habeas corpus que beneficiaria o pecuarista Lóris Dida.