Preso há mais de 1 ano, João Emanuel lança livro de amor e tem mais 4 prontos
Vereador cassado João Emanuel usa tempo livre para escrever e lança o livro Você Só Pode Amar
Gilberto Leite
Pai de João Emanuel, juiz aposentado compulsoriamente Irênio Lima, na sede do Rdnews
O ex-presidente da Câmara de Cuiabá, vereador cassado João Emanuel Moreira Lima, aproveitou o último ano que passou no Centro de Custódia da Capital (CCC) para escrever um livro. “Você Só Pode Amar” possui 144 páginas e, inicialmente, foi confeccionada uma tiragem de mil exemplares para comercialização.
Em visita à sede do #rdnews na manhã desta segunda (9), o juiz aposentado compulsoriamente e pai de João Emanuel, Irênio Lima, entregou um exemplar e contou que ler é a única forma que o filho tem para passar o tempo na prisão. “Esse livro fala só sobre o amor, que só vale a pena a vida por amor. Qualquer outro sentimento, qualquer outra coisa, não tem importância”, comenta e classifica o livro do filho como “uma pérola". “Se você der uma folheada no livro, vai se apaixonar pelo meu filho, como eu sou”, brinca.
O livro foi escrito em aproximadamente um mês. A diagramação e a publicação ocorreram por conta do irmão do ex-parlamentar, que é publicitário e advogado e atua nas causas de João Emanuel, Lázaro Roberto Moreira Lima. Segundo Irênio, que também compõe a defesa do ex-vereador, o filho já escreveu outros quatro livros, que ainda estão pendentes de diagramação. Pai e filhos dividem espaço no rol de investigados em pelo menos dois processos.
João Emanuel está preso deste setembro de 2016. Ele acumula cinco ordens de prisão preventiva, sendo três relativas à Operação Aprendiz, uma oriunda da Operação Assepsia e outra da Operação Castelo de Areia. Recursos que buscam a liberdade do ex-parlamentar tramitam na Justiça.
Em setembro deste ano, o vereador cassado foi condenado a 13 anos e 4 meses de reclusão, além de 186 dias-multa pelo crime de lavagem de dinheiro. Em dezembro do ano passado o advogado foi condenado a 18 anos de prisão e 305 dias-multa, por oito crimes de peculato. Ele foi acusado de cometer irregularidades à frente do Parlamento, ao desviar recursos para pagar dívidas de campanha.
Também no mês passado, João Emanuel foi excluído dos quadros da OAB pelo conselho pleno da Ordem no Estado.