Cuiabá, 01/11/2026

17 kg mais magro, Fabris abre mão de presidir AL e vai fazer check-up médico

O 1º vice-presidente da Assembleia, deputado Gilmar Fabris (PSD), abriu mão de assumir o comando do Legislativo, enquanto o presidente Eduardo Botelho (PSB) assume temporariamente a cadeira deixada pelo governador Pedro Taques (PSDB), que sai em viagem.

Alan Cosme/HiperNotícias

Gilmar Fabris é diabético e vai verificar estado de saúde, após passar 40 dias preso no CCC

De acordo com a assessoria do parlamentar, Fabris, que é diabético, irá passar por exames médicos para verificar suas condições de saúde.

Ele foi preso em 15 de setembro na Operação Malebolge e deixou o Centro de Custódia da Capital (CCC) 40 dias depois e com 17 kg a menos. Com isso, o Legislativo será chefiado pelo primeiro-secretário Guilherme Maluf (PSDB), uma vez que o segundo-vice, Max Russi (PSB), está licenciado para comandar a Casa Civil do governo.

Taques vai à China na próxima semana, entre os dias 5 e 10. O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) também vai viajar para a Alemanha no próximo dia 12, onde se encontra com Taques para participar da COP 23. Os dois voltam no feriado da Proclamação da República.

A possibilidade de Fabris assumir a presidência da Assembleia causou polêmica nos bastidores, por conta de sua recém passagem pela prisão. Além disso, a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou um parecer ao Tribunal Regional Federal em Brasília para sustentar que o deputado deve voltar para trás das grades.

“Legislativo será chefiado pelo primeiro-secretário Guilherme Maluf (PSDB), uma vez que o segundo-vice, Max Russi (PSB), está licenciado para comandar a Casa Civil do governo”

Prisão

Fabris foi preso em 15 de setembro, por crime de obstrução à Justiça. A medida foi decretada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque ele foi gravado pela Polícia Federal deixando seu apartamento no bairro Santa Rosa, por volta das 5h30 do dia da operação, carregando provas, minutos antes dos agentes chegarem para cumprir mandado de busca e apreensão. O parlamentar alega que se tratava apenas de objetos pessoais sem relação com as investigações.

O parlamentar ganhou liberdade do Centro de Custódia da Capital em 25 de outubro, após a Mesa Diretora da Assembleia aprovar o parecer pela revogação da prisão preventiva dele, elaborado pela Comissão de Ética. A resolução serviu como alvará de soltura do deputado e é alvo de questionamentos de juristas e do Movimento Brasil Livre (MBL), que busca meios de anular a resolução na Justiça.