Alvos de operação do Gaeco negam negociata na eleição da Mesa Diretora; veja nomes
Vereadores e comissionados rejeitam suspeitas de negociação para reeleger Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara de VG; parlamentares de Cuiabá também negam envolvimento
Vereadores e servidores comissionados de Várzea Grande, alvos da Operação Cathedra Venalis, nesta terça-feira (20), negam ter participado de negociações ou exercido pressão para garantir a reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028. Investigados por suspeita de compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora, eles sustentam que o encontro realizado em uma chácara, às vésperas da votação, em maio deste ano, foi apenas uma confraternização, sem qualquer articulação para influenciar o resultado do pleito.
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Almoço com vereadores de VG às vésperas da eleição que reelegeu Wanderley à presidência
Segundo o ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) e vereador, Rogerinho Dakar (PSDB), que esteve entre os alvos do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), relembrou que sequer participou da votação na eleição da Mesa e que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram levados documentos relacionados a autarquia. Ele negou que a ação tenha relação com o vídeo vazado onde tem surge contando maços de dinheiro. "Eu não sou do grupo nem que perdeu, nem que ganhou, até mesmo porque eu não votei na Mesa, eu estava como diretor do DAE", manifestou.
O suplente de vereador, Samir Japonês, que é ex-líder da prefeita na Câmara e atual comissionado do Legislativo na gestão Wanderley Cerqueira, também foi alvo da operação e apontou estranheza na condução das investigações, principalmente por envolver vereadores de Cuiabá, que sequer votaram na eleição. Ele negou ter presenciado pagamentos ou mantido colegas em cárcere privado. "Eu estou muito tranquilo, de verdade. Estou com o coração tranquilo. Quem não deve, não teme, né? Essa eleição foi uma eleição democrática", disse ele, embora a eleição tenha sido anulada conforme entedimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também foram alvos os vereadores: Wanderley Cerqueira; Dr. Miguel Júnior (Cidadania); Cilcinho (PV); Braz Jaciro (PSDB); Alessandro Moreira (MDB); Kleberton Feitoza (PSB); Enfermeiro Emerson (PP); Wender Madureira (Republicanos); Lucélia Oliveira (Agir); Gisa Barros (Podemos); Raul Curvo (Republicanos); e Sargento Galibert (MDB).
Annie Souza/Rdnews
O vereador Raul Curvo (Republicanos), considera que seu mandato foi manchado pela operação mesmo sem ter praticado nenhum tipo de ilicitude como vereador. Ele apontou ainda que teve a porta de casa arrombada e o escritório fiscalizado pelos policiais. "Pode ser que não seja perseguição, mas uma maneira de destruir minha carreira política. Não me ouviram, me interpelaram, me julgaram e já condenaram [perante a opinião pública]", disse.
Já Alessandro Moreira (MDB), se colocou à disposição e prometeu constituir um advogado para se inteirar da operação. Ele também apontou que desde a reclamação feita ao Gaeco em maio deste ano, já havia se prontificado à dar esclarecimento, porém, segundo ele, nunca teria sido chamado pelo Ministério Público, que agora, deflagrou a operação.
Vereadores de Cuiabá
Durante a operação, dois vereadores de Cuiabá também foram alvos de busca e apreensão, sendo eles o presidente eleito da Câmara para o biênio 2027/2028, Ilde Taques e o vereador Alex Rodrigues, ambos do Podemos, que também teriam marcado presença na confraternização. A eleição da Mesa Diretora de Cuiabá é alvo de investigação. A dupla rejeita a existência de participação em qualquer "negociata" ou intervenção na eleição da cidade vizinha e que acabaram sendo arroladas de forma equivocada.