Cuiabá, 01/11/2026

Com R$ 127 mi de duodécimos atrasados, AL não paga fornecedores há 3 meses

Atraso em 2017 está em R$ 60 mi porque Assembleia abriu mão de R$ 25 mi para hospitais filantrópicos

O presidente da Assembleia, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), revelou que o Legislativo não paga os fornecedores e prestadores de serviços há três meses. Ocorre que Executivo deixou de repassar R$ 127 milhões referentes aos duodécimos de 2016 e 2017.

Deste total, R$ 67 milhões são de débitos de anos anteriores e serão quitados com o repasse de 20% do acesso de arrecadação aos Poderes e órgãos autônomos que está previsto na PEC do Teto dos Gastos Públicos. Outros R$ 60 milhões são do exercício 2017 e existem a expectativa que sejam quitados ainda neste ano.

Maurício Barbant

Presidente da AL Eduardo Botelho explica em coletiva a Jacques Gosch do Rdnews e imprensa de MT que todos os serviços da Assembleia estão atrasados

"Nós não paramos graças aos nossos fornecedores, que são muito compreensivos. Estão sem receber e estão esperando. Aqui, na Assembleia, tem uns há três meses sem receber. Todos os serviços aqui estão atrasados", declarou Botelho durante coletiva de imprensa, na manhã desta terça (19).

O atraso em 2017 está em R$ 60 milhões porque a Assembleia abriu mão de R$ 25 milhões do duodécimo. O dinheiro foi repassado aos hospitais filantrópicos durante o auge da crise na saúde com ameaça de fechamento das instituições.

Entre os fornecedores e prestadores de serviço que estão sem receber estão o fornecedor de combustível e a empresa terceirizada responsável pela manutenção e limpeza do prédio do Legislativo. Por isso, Botelho afirma que a Assembleia “não tem mais gordura para queimar” e precisa receber os repasses constituicionais com urgência.

"Estamos funcionando bem porque esses fornecedores estão sendo parceiros da Assembleia. Estamos atrasados, mas eles não cortaram a prestação de serviços", concluiu.

O governador Pedro Taques (PSDB) atrasou o duodécimo de todos os Poderes e órgãos autônomos. Ao todo, o Executivo deve R$ 700 milhões.