Leonardo entrega relatório e diz que fiscalização fraca faliu saúde de MT
Gilberto Leite
Leonardo Albuquerque, presidente da Comissão Permanente de Saúde da AL, aponta sucateamento
O deputado Leonardo Albuquerque (PSD), que presidiu a CPI das OSS, entregou relatório final dos trabalhos ao governador Pedro Taques (PSDB). Na ocasião, explicou a condução de quase um ano de investigação, em todas as unidades hospitalares que foram e ainda são geridas pelo sistema. Nesta semana, o documento será entregue aos demais Poderes e órgãos de controle como Ministério Público e Tribunal de Contas.
Leonardo disse que o insucesso das OSS, em Mato Grosso, foi devido à falta de controle. A CPI constatou que o Estado poderia ter economizado mais de R$ 200 milhões, dos R$ 700 milhões investidos. Agora, segundo o parlamentar, caberá ao governador decidir qual o modelo de gestão a ser escolhido. “Apresentamos tudo que foi apurado nas investigações, agora a decisão é do governador. Independente do modelo a ser escolhido, nada funcionará, se não houver a fiscalização e controle. salientou Leonardo.
Segundo o deputado, houve um desaparelhamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), dos escritórios regionais e, de acordo com os levantamentos da Comissão, Mato Grosso perdeu aproximadamente 20 anos de investimentos, por conta desse sucateamento na saúde pública. “Infelizmente, levaremos décadas para colocar a saúde no lugar. Ficamos anos sem o verdadeiro investimento e agora vamos sofrer por conta de irregularidades e as más gestões passadas ”, disse.
Leonardo é presidente da Comissão Permanente de Saúde da Assembleia. Ele propôs a criação de uma comissão dentro desta, com o envolvimento de vários órgãos e poderes, como o MPE, SES, TCE, PGE, entre outros, para juntos, fazerem o acompanhamento dos gastos públicos com a saúde. “Como o problema foi a falta de controle, esta comissão será para isso, para fazer a fiscalização correta do que será gasto”, explicou.
TCE
O parlamentar comentou sobre o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinou ao Fibra Instituto de Gestão e Saúde, a devolução no valor de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso. “Ao longo desses meses de investigação, a Comissão constatou diversas irregularidades e a decisão do TCE, vem para ratificar os trabalhos desta CPI”, concluiu. (Com Assessoria)