MST não é uma organização social, é esquema de guerrilha, dispara Leitão
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Para Leitão, MST é um esquema de guerrilha montado para atender o proletariado do PT
O deputado federal Nilson Leitão (PSDB) afirma que o MST se transformou em movimento político sem o foco de lutar pela distribuição de terras no país. “O MST não é uma organização social, é uma organização criminosa. É um esquema de guerrilha montado para atender o proletariado do PT, para isso, que o MST serve. Se qualquer pessoa continuar insistindo que o MST é uma organização para resolver o problema do pequeno produtor está equivocada ou mentindo”, criticou.
A declaração de Leitão foi motivada pela situação da Fazenda Esmeralda, em Duartina (SP), desocupada pelo MST no último domingo (15), após a Justiça determinar reintegração de posse da área. No local, os sem-terra deixaram pichações como “golpista” e “Temer ladrão".
De acordo com matéria do jornal Folha de SP desta terça (17), oficialmente tendo como donos o coronel da Polícia Militar João Batista Lima Filho, amigo do presidente interino Michel Temer (PMDB) desde os anos 1980, e a empresa Argeplan, a fazenda foi devastada por mais de mil famílias que ocuparam o local desde 9 de maio.
O relatório da PM aponta o furto de motosserras, de ferramentas e de câmeras de vigilância; gados abatidos para consumo; árvores tombadas para fechar uma das entradas da propriedade, além de terem sido danificados trator, cercas, benfeitorias e outros veículos da fazenda de cerca de 1,5 mil hectares – o equivalente a 2.100 campos de futebol.
A Polícia Civil de Duartina abriu inquérito para apurar as depredações e furtos no local que é frequentado por Temer.
Leitão também disse que as invasões são de cunho político, comandadas pelo PT e por seus comandantes, que também são “guerrilheiros”. “Por isso, eles não podem ser tratados como organização social e sim como bandidos, criminosos, têm que ser presos. Eles estão invadindo propriedades, se é de amigo de Michel Temer ou de seu inimigo, ninguém pode ter sua propriedade invadida. Vivíamos com o PT uma insegurança jurídica acima da média. O Brasil não é a Venezuela, não é Cuba”, afirmou.
O tucano, que é relator da CPI da Funai e do Incra na Câmara Federal, assegura que o Brasil possui hoje 520 mil lotes irregulares, entregues a pessoas que não são produtores, mas a movimentos e, conforme levantamento do próprio MST, uma demanda de 120 mil lotes. “Então, é só desocupar os 520 mil lotes, ocuparem com esses 120 mil de pseudo-produtores que eles falam e ainda vão sobrar 400 mil lotes”, concluiu Leitão.