Petista pede taxação do agronegócio para garantir a RGA dos servidores
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Deputado Allan Kardec defende a taxação temporária do setor do agronegócio
O deputado estadual Allan Kardec (PT) aguarda o fim do recesso branco da Assembleia, previsto para 1º de fevereiro, para iniciar o debate sobre a taxação temporária de segmentos do agronegócio como alternativa para enfrentar a crise financeira que atinge o Estado. Defende ainda que os recursos entrem na fonte 100 para garantir o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos em 2017.
“Já estão falando em aumentar a contribuição previdenciária dos servidores públicos de 11% para 14%. Se querem taxar os trabalhadores, nada mais justo que o agronegócio contribua com 1% mesmo que temporariamente”, declarou Kardec em entrevista ao #rdnews.
Segundo Kardec, a medida não pode ser imposta. Por isso, defende que a possível taxação seja debatida com os segmentos do agronegócio para ser implementada de comum acordo.
“A taxação será baseada em estudos de viabilidade. Defendo a contribuição dos setores mais beneficiados com a política de incentivos fiscais do Estado. Precisamos saber os segmentos que podem, de fato, contribuir para a melhora da arrecadação”, completou o petista.
O debate sobre a taxação das commodities (soja, milho, algodão, carne e madeira) foi levantada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSDB), hoje secretário estadual de Cidades, ainda em 2015. O tucano iniciou estudo e chegou a visitar outros estados para conhecer modelos de tributação do agronegócio.
A proposta também foi rejeitada pelo Governo do Estado e encontrou resistência das entidades do setor como Famato e Aprosoja. Por isso, Wilson acabou não levando a discussão adiante.
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