Cuiabá, 01/11/2026

Relatório da CPI das OSS pode levar à operação; prejuízos em R$ 200 mi

O presidente da CPI das OSS na Assembleia, deputado Leonardo Albuquerque (PSD), afirma que os documentos que serão encaminhados ao Ministério Público, contendo diversas irregularidades no contrato entre governo e Organizações Sociais de Saúde (OSS), poderão deflagram operação. “É bem possível. Estou entregando no MP e com certeza há possibilidade de uma operação”, ressalta o parlamentar em visita à sede do #rdnews e em entrevista ao RDTV.

Em paralelo a investigação da CPI, segundo Leonardo, está em andamento no MP apurações acerca de irregularidades e superfaturamento em procedimentos cirúrgicos. Conforme o deputado o órgão fiscalizador aguarda o recebimento dos documentos para entrar em ação. Há suspeita que o Estado poderia economizar pelo R$ 200 milhões dos R$ 700 milhões repassados às OSS.

Dentre as irregularidades, segundo presidente da CPI, estão a falta de gestão, controle e avaliação. Com falta de fiscalização deixou de economizar de 20% a 30%. “Com a economia daria para construir mais três hospitais regionais e equipá-los. Isso nos preocupa”, explica.

Outra irregularidade apontada pelo deputado é procedimento cirúrgico sem necessidade. Leonardo explica que o cidadão chega com dedo destroncado, sem necessidade de cirurgia, mas os médicos computavam como cirurgia. Ou seja, superfaturavam o procedimento. “Valor bem maior, sendo que nem precisava pagar. Retorno pós-cirúrgico de luxação, não existe”, salienta o deputado que é formado em medicina e atuava na área antes de entrar na vida pública.

Nesse sentido, o parlamentar revela que raramente procedimentos cirúrgicos são feitos na clavícula, pois coloca-se gesso. No entanto, os médicos que realizavam faziam operações em razão de o pagamento ser feito por produtividade. “Tudo era feito com cirurgia, a máfia das próteses. Davam emergência naquilo que não era. Os médicos chegavam e não ter nada para operar”, relata.

Votação

O relatório final da CPI das OS, elaborado pelo deputado Emanuel Pinheiro (PMDB), foi entregue em agosto. Segundo o presidente, o relatório já deveria ter sido votado em Plenário. No entanto, houve dificuldade da apreciação em razão do período eleitoral. “Agora acredito que com a normalidade, semana que vem deve votar”, prevê.

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