Alex Rodrigues nega elo com suposta corrupção em VG: Estava no lugar errado, na hora errada; vídeo
Parlamentar confirma participação em churrasco organizado por Wanderley Cerqueira e que teria motivado operação, mas nega elo em suposto esquema de corrupção
Victor Ostetti
Vereador por Cuiabá Alex Rodrigues
O vereador por Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos) negou qualquer tipo de envolvimento em um suposto esquema de corrupção envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande - que foi alvo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta terça-feira (20). Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão e teve o celular retido pelos agentes.
Conforme publicado pelo #rdnews, a investigação do Gaeco começou após um churrasco organizado em maio deste ano pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Mesa Diretora no biênio 2025-2026 e que tenta reeleição para o biênio 2027-2028.
Uma denúncia anônima foi feita ao Gaeco e denunciava vários parlamentares por supostamente cometer crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção, cárcere privado e entre outros. O Blog do Romilson publicou que Wanderley cooptou 12 dos 23 parlamentares para ser reeleito presidente da Mesa e os deixou “confinados” na chácara. Eles só saíram de lá no dia da eleição, realizada em 14 de maio.
Alex Rodrigues confirmou que esteve presente na confraternização, mas alega que ficou no local por duas horas, a convite do vereador Dr. Miguel Júnior (Cidadania), de quem é amigo pessoal. “Eu estava no almoço na chácara dos vereadores, a convite do vereador Miguel, que é um grande amigo, grande parceiro. Fiquei lá em torno de duas horas. Ele me convidou e eu fui, depois voltei e vim embora. Eu fui para confraternizar mesmo”, salienta.
“Acredito que eu estava no lugar errado, na hora errada. Não tem outra explicação. Eu tenho quase dois anos de mandato, tenho uma conduta muito coerente na Câmara Municipal, nunca fui envolvido em nenhum escândalo. Também, os quase quatro anos que eu fiquei de secretário adjunto de Obras, não tem nada no meu nome, nunca saiu nada na imprensa no meu nome”, acrescenta.
Ele ainda disse que, enquanto esteve no local, o assunto da eleição da Mesa Diretora da Câmara de VG não foi mencionado. “Foi um almoço mesmo, bem de confraternização mesmo. O tempo que a gente ficou lá, a gente conversou, só se confraternizou mesmo”, assegura.
Ele foi ao churrasco com o vereador Ilde Taques (Podemos), recém-eleito como presidente da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Os dois saíram juntos e, quando iam embora, foram abordados por uma equipe da Rotam. Alex Rodrigues diz que, com ele, nada de ilícito foi encontrado. “Eu estava com a minha mochila, eles abriram a minha mochila, tinha meu notebook, tinha documentos que eu carrego. Com o Alex Rodrigues, absolutamente nada foi encontrado”, completa.
De acordo com a defesa de Ilde, o parlamentar ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não pode adiantar nenhuma declaração sobre o mérito da investigação. “De início, cumpre esclarecer que não houve qualquer reserva da parte do vereador que colaborou com o cumprimento do mandado e acompanhou os agentes que não encontraram qualquer elemento relevante que sugira relação com fatos irregulares”, pontuou o advogado Eduardo Mahon.
Rodinei Crescêncio / Rdnews
Operação Cathedra Venalis
O Gaeco deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação Cathedra Venalis. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços relacionados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. São eles:
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Cilcinho (PV);
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Braz Jaciro (PSDB);
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Alessandro Moreira (MDB);
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Kleberton Feitoza (PSB);
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Enfermeiro Emerson (PP);
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Dr. Miguel Júnior (Cidadania);
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Wender Madureira (Republicanos);
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Lucélia Oliveira (Agir);
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Gisa Barros (Podemos);
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Wanderley Cerqueira (MDB);
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Raul Curvo (Republicanos);
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Sargento Galibert (MDB);
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Rogerinho Dakar (PDSB);
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Ilde Taques (Podemos) - Cuiabá
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Alex Rodrigues (Podemos) - Cuiabá
Também foram alvos a diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. A apuração tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. As medidas judiciais visam reunir novos elementos de prova para o aprofundamento dos trabalhos conduzidos pelo Gaeco, que investiga a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública.
As diligências decorrem de apuração sobre a atuação estruturada de um grupo que teria se dedicado à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos, práticas de corrupção e outras irregularidades com potencial impacto sobre atividades da administração pública municipal.
Veja, abaixo, a nota de Alex Rodrigues
O vereador Alex Rodrigues vem a público prestar esclarecimentos acerca da operação realizada pelo Gaeco-MT nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, ocasião em que foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão, incluindo a apreensão de seu aparelho celular. Inicialmente, esclarece que sua presença no encontro realizado em uma chácara, mencionado nas notícias sobre a investigação, ocorreu exclusivamente em razão de um almoço informal com vereadores de Várzea Grande, sem qualquer finalidade de discutir, negociar ou interferir na eleição da Mesa Diretora daquela Câmara Municipal. Alex Rodrigues reafirma que não participou de qualquer negociação ilícita ou irregularidade relacionada aos fatos investigados, ressaltando que sua presença em um encontro informal entre parlamentares não pode ser confundida com envolvimento em eventuais condutas ilícitas de terceiros. Ressalta, ainda, que seu gabinete parlamentar não foi alvo da operação, tampouco houve qualquer medida judicial direcionada ao exercício de seu mandato, que permanece íntegro, independente e pautado pelo compromisso com a população cuiabana. O vereador reafirma que toda a sua conduta pública e privada é pautada pela honestidade, pela legalidade e pelo compromisso com a ética, razão pela qual recebe com absoluta tranquilidade a apreensão de seu aparelho celular, confiante de que a análise de seu conteúdo contribuirá para comprovar a lisura de seu comportamento e a inexistência de participação em qualquer negociação ilícita. Por fim, ressalta seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de investigação, colocando-se à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, certo de que a apuração dos fatos permitirá o devido esclarecimento de sua conduta.