Suplente vê perseguição ao Legislativo em operação do Gaeco; veja vídeo
Alvo de mandado de busca, Samir Katumata questiona inclusão de vereadores de Cuiabá na investigação sobre eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande
O suplente de vereador de Várzea Grande Samir Katumata (PL), secretário legislativo da Câmara Municipal, afirmou que causa estranheza a inclusão de parlamentares de Cuiabá na Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20). Alvo de mandado de busca e apreensão, ele levantou suspeitas de perseguição ao Legislativo, mas evitou apontar quem poderia estar por trás de uma eventual iniciativa nesse sentido.
“Eu não tenho como acusar ninguém. É difícil a gente fazer uma acusação”, declarou Samir ao chegar à sede do Gaeco para acompanhar a situação de bens apreendidos durante as diligências. Segundo ele, outros investigados que não são vereadores também foram alvos da operação.
Rodinei Crescêncio / Rdnews
A investigação apura suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado no processo eleitoral que resultou na reeleição do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande, em 14 de maio. A votação, vencida por 12 votos a 11, foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Samir afirmou que a disputa pela Mesa Diretora já era marcada por questionamentos judiciais e disse aguardar os próximos desdobramentos do caso. Ele também contestou a hipótese de que participantes da confraternização realizada às vésperas da eleição tenham sido obrigados a permanecer no local.
“Eu acho que hoje, no século XXI, ninguém vai para lugar nenhum obrigado a nada. Ninguém vai amarrado. Vai quem quer”, afirmou, ao comentar a suspeita de cárcere privado investigada pelo Gaeco.
O suplente também questionou a presença de vereadores de Cuiabá entre os alvos da operação. O presidente eleito da Câmara da Capital, Ilde Taques (Podemos), e o vereador Alex Rodrigues (Podemos) foram incluídos nas diligências por causa da participação na confraternização que antecedeu a eleição em Várzea Grande, conforme apuração do Rdnews.
Samir disse estar tranquilo em relação à investigação e ressaltou que, como secretário legislativo, atende vereadores independentemente do grupo político ou da chapa a que pertencem. “Quem não deve, não teme”, ressaltou.
O servidor também afirmou que a operação resultou na apreensão de objetos pertencentes à esposa dele, que não tem relação com a investigação. Ele foi ao Gaeco para tentar recuperar os bens, após ser orientado por um agente policial a acompanhar o procedimento.
A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação tramita sob sigilo. Até o momento, não há data definida para uma nova eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande.
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— RDNews (@_rdnews) October 20, 2026