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ARTIGOS Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 00:00 - A | A

Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2011, 00h:00 - A | A

Artigo

A Copa do Mundo não é nossa

José Patrocínio    Não há dúvidas que nós brasileiros somos apaixonados pelo futebol. Isso é indiscutível. Em qualquer parte do planeta, nós brasileiros demonstramos exageradamente nossa paixão pelo futebol e sempre que oportuno enaltecemos a nossa agremiação de preferência. Qualquer empresa brasileira está fadada a falência se não tiver o ambiente descontraído com uma boa discussão futebolística no intervalo do café. No serviço público é atribuição obrigatória, tal qual na roda de amigos, bate papo e no ambiente familiar. Até certo tempo atrás o ambiente era meio exclusivo dos machões, mas o que se vê hoje já é muito diferente porque as mulheres também participam ativamente das discussões e também das torcidas organizadas ou para uns desorganizadas.

    Na semana passada que antecedeu o enfrentamento dos arqui-rivais Palmeiras e Corinthians, a agitação tomou conta de todos os espaços e ambientes. Era um frenesi total. Apostas, teorias, conspirações, defesa de posições, demonstração de amor aos clubes, nada diferente do que uma boa final de copa do mundo. Quem não tinha lado, passou a ter um e na grande maioria dois. Uns alviverdes e outros alvinegros. A dupla torcida ficou por conta dos vascaínos palmeirenses e corintianos flamenguistas.

     Pouco importa aqui discutir qual o melhor clube, a maior torcida, a melhor torcida, o que tem mais história, a torcida mais apaixonada por seu clube. Isso é relevante, mas o que se deve ressaltar é a força desse esporte, que mesmo sendo objeto de várias críticas pela conduta de seus dirigentes, consegue demonstrar capacidade incrível de mobilizar milhões de pessoas sem nenhum tipo de discriminação para torcer em uma final de campeonato brasileiro, disputado com muita garra, suor, amor e respeito ao torcedor de todas as equipes protagonistas.

    Se no campeonato brasileiro o delírio é total, nada custa imaginar o que será na copa do mundo de 2014, no entanto nem por isso devemos nos curvar a interesses escusos de dirigentes internacionais da instituição - FIFA - que comanda a principal competição internacional de futebol. A Copa do Mundo. A forte pressão exercida para que modifique o estatuto do torcedor permitindo a venda de bebidas alcoólicas nos estádios é um verdadeiro retrocesso. O contrário era o esperado e o correto.

    O que se espera de uma instituição desse porte é a utilização do esporte que tem um grande apelo popular para propagar a paz, a união do povos, o respeito à vida, o combate aos vícios, a violência e as drogas. A indevida intromissão da FIFA para modificar nossa legislação para pior, não tem respaldo em nenhum organismo internacional de defesa do cidadão e dos direitos humanos, portanto não cabe a nós mesmo que fanáticos torcedores permutar nossa dignidade e soberania, a fim de amealhar migalhas, cujo resultado será o aumento da violência, trazendo sérias conseqüências para o nosso país.

   José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br

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Cristina Costa 08/12/2011

Ah professor tinha que ter falado mais do nosso Verdão, tá devendo.

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maria auxiliadora 08/12/2011

É isso aí professor, embora eu seja corinthiana e o senhor palmeirense...rsssssssss Parabéns pela matéria, antigamente se via os estádios cheios com as famílias, e hj???Hoje temos medo de assistir os jogos com nossos filhos por conta da violência que tomou conta dos estádios, lamentavel. Mas parabéns professor, estou sempre te acompanhando por aqui.Feliz Natal e um lindo ano.

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2 comentários

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