Vive na imaginação de todo torcedor de um time de futebol o sonho de ver o seu time do coração conquistar títulos que colocam-no na vitrine do esporte mundial. Esse feito merecido, embora sofrido, aconteceu na última quarta-feira, dia 24, com o Clube Atlético Mineiro, após 104 anos. Foi a glória de uma equipe que teve a paciência dos deuses, mas o fato está consumado.
Desde que o clube mineiro passou para as oitavas-de-final da Copa Libertadores da América os resultados com os adversários foram considerados “milagrosos”: o pênalti defendido pelo goleiro Vitor aos 48 minutos do segundo tempo, pênalti batido para fora do gol do Atlético nas quartas-de-final e, por último, na decisão, mais uma vez o goleiro do Atlético se transforma em herói e o sonho se realiza.
A alegria de centenas de atleticanos não podia ser diferente senão atingir o êxtase do êxtase do êxtase. A frase “eu acredito” levava os atletas à loucura dentro de campo. O fôlego dos jogadores do Atlético parecia se renovar a cada minuto ao ouvir a euforia da torcida. Era como se todos os jogadores não tivessem o direito de cansar, de ter cãimbra, de se machucar. Era uma questão de honra, de amor aos torcedores e ao clube. O Mineirão tremeu feito uma criança medrosa de tanta euforia dos torcedores e pela dedicação do time em campo. Valeu a pena. O Galo sagrou-se campeão da Libertadores pela primeira vez.
O Mineirão está lindo, maravilhoso, um encanto jamais visto. Ele foi a arena do espetáculo que somou crença e apoio incondicional dos torcedores. Ele foi mais além: deu uma resposta aos estádios europeus que o Brasil está preparado para sediar a Copa do Mundo de 2014. Pelo lado político, foi capaz de “passar a régua”, como diz o ditado, ao que tange a segurança dos torcedores e das equipes que aqui vierem. O padrão Fifa funcionou em Minas e, com certeza, haverá de funcionar em todos os demais Estados brasileiros.
A certeza de ter colocado o futebol brasileiro na ponta e em destaque no cenário mundial vem se consolidando há algum tempo. Ano passado, por exemplo, o Corinthians conquistou a Copa Libertadores da América, o torneio Mundial de clubes em cima do Chelsea, e a Seleção Brasileira bateu, de maneira convincente, a poderosa Espanha. O Atlético está de parabéns pelo honroso título, não apenas pelo fato dele ter sido o primeiro e mais valioso na história do clube, mas, principalmente, porque resgatou o brilhantismo e o prestígio do futebol brasileiro. Viva o Clube Atlético Mineiro!
Gilson Nunes é jornalista e funcionário público e escreve neste Blog todo sábado. E-mail: gnunes01@yahoo.com.br
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