O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) criticou a permanência do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) sob responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e defendeu que a avaliação dos futuros médicos seja conduzida pelos conselhos profissionais. O posicionamento foi divulgado nesta sexta-feira (16), um dia após o Senado aprovar a medida provisória que torna a proficiência no exame obrigatória para a obtenção do registro profissional.
Apesar das críticas, o CRM-MT considera a aprovação da medida um avanço para a formação médica no país. A entidade, no entanto, defende a adoção do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), modelo de avaliação sob gestão do Sistema Conselhal, formado pelos conselhos de medicina.
A medida provisória aprovada pelo Senado prevê três avaliações ao longo da graduação, ao final do segundo, quarto e sexto anos. O desempenho será considerado para a obtenção do registro profissional, com exigência de proficiência para estudantes que ingressaram nos cursos de Medicina a partir de 19 de junho de 2026. O texto segue para sanção presidencial.
O Conselho também avaliou positivamente a participação do Conselho Federal de Medicina (CFM) na elaboração e aplicação da última etapa do exame, além de sua presença na comissão de acompanhamento, ao lado dos ministérios da Educação e da Saúde.
Para o CRM-MT, porém, a responsabilidade pela aplicação e gestão da avaliação deveria ser transferida ao Sistema Conselhal, que, segundo a entidade, possui capacidade técnica e independência para avaliar a preparação dos profissionais.
A autarquia informou que continuará defendendo mudanças no Enamed e a futura adoção do Profimed.
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