Assessoria
Após realizarem assembleia e decidirem pela continuídade da greve, professores caminharam pelas ruas do Centro da Capital, na tarde desta 2ª
Servidores estaduais da Educação definiram, em assembleia realizada na tarde desta segunda (24), que irão manter a paralisação da categoria, iniciada no último dia 27. Mesmo com o corte de ponto autorizado pela Justiça, os trabalhadores decidiram que não irão retornar ao trabalho enquanto as reivindicações não forem atendidas pelo Executivo estadual.
Na pauta da categoria está a posse dos aprovados no último concurso, melhores condições de infraestrutura nas escolas e novos equipamentos pedagógicos, pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e o cumprimento da Lei da Dobra do Poder de Compra (510/2013), que prevê reajuste no salário dos servidores da educação para equipará-lo às outras categorias.
Na tarde desta segunda, os servidores se reuniram em uma assembleia na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. O ato foi coordenado por lideranças do Sintep-MT, que criticaram o governador Mauro Mendes (DEM) e afirmaram que ele não tem dialogado com a categoria.
Os professores classificam o corte de ponto como uma forma de o Governo tentar enfraquecer o movimento. A assembleia teve a presença de professores de diversos municípios.
Nesta terça (25), os servidores irão se reunir com o secretário de Gestão e Planejamento Basílio Bezerra, às 17h, no Centro Político Administrativo. A expectativa da categoria é que consigam chegar a um acordo para que possam encerrar a paralisação. No entanto, servidores afirmam que não irão abrir mão do cumprimento da Lei da Dobra do Poder de Compra.
Tempo indeterminado
O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, afirmou que a paralisação está mantida por tempo indeterminado, pois o governo não sinalizou nenhuma proposta. “As mobilizações da categoria vão continuar em todo o Estado”, declarou.
O Tribunal de Justiça determinou, na semana passada, que seja realizada uma audiência de conciliação entre os servidores e o Governo, no Fórum de Cuiabá. No entanto, ainda não há data para o encontro. “Estamos à disposição para essa reunião, a qualquer momento. É uma pena que a pressa do Judiciário não é a mesma do cidadão que está com o filho fora da escola”, disse Valdeir.
O líder estadual do Sintep negou que o movimento paredista esteja enfraquecendo, pois, segundo o Executivo, mais da metade das escolas já retomaram as aulas. “O Governo diz que muitas escolas voltaram, mas não diz as condições em que isso aconteceu”, declarou, justificando que muitos servidores decidiram retornar por ter o ponto cortado.
“O Governo deveria estar preocupado em ler a Constituição do Estado, o que está em vigência, que é a Lei 510/2013 [de Dobra do Poder de Compra]. Mas ele está mais preocupado em contar quantas escolas voltaram a ter aulas”, acrescentou.
Segundo Valdeir, a paralisação continua, mesmo com muitas escolas retomando as atividades. “Se houvesse dois trabalhadores em greve no Estado, a greve estaria acontecendo”, asseverou.
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marcos 25/06/2019
#ForçaProfessores, vocês são os melhores dos melhores, pelo fato de serem educadores e enfrentarem uma batalha a cada dia de trabalho...o dia que o Brasil tratar vocês com o mínimo de dignidade profissional seremos uma nação forte e próspera.
Maria Antônia 24/06/2019
A categoria dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação, organizada em seu sindicato, o Sintep-MT, o mais combativo do Estado, sentiu -se provocada pelo governador ao agir com truculência e autoritarismo. O senhor Mauro Mendes podia mto bem, ter atitudes de politico convidando para o diálogo sério e competente, sem usar da força e abuso do poder q está fazendo, mas preferiu agir como empresário, pensando estar numa de suas empresas. Agora, a categoria partiu para o enfrentamento pra valer porque se sentiu provocada. A truculência nunca foi a forma de resolver conflitos. Ele colocou fogo na fogueira. A categoria exige o cumprimento da lei. Ele que dialogue, negocie.
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