Sem receber salários desde novembro e passando por necessidades, funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá pedem ajuda a população. Um movimento encabeçado pelo corpo profissional da unidade de saúde pretende recolher sacolões de cesta básica para ajudar os trabalhadores e suas famílias. A primeira missão do grupo é conseguir cerca de 700 sacolões.
"Ver país de famílias chorando, em torno de 800 famílias totalmente desamparadas, passando fome, sem nenhum tipo de apoio ou ajuda, sem saber o que fazer ou como se organizar! Só tendo notícias pela imprensa", escrevem as lideranças em comunicado que circula no Whats App.
Há aproximadamente três semanas, a Santa Casa paralisou as atividades. A direção pontuou que a Prefeitura de Cuiabá não cumpriu o acordo de repassar R$ 3,6 milhões à instituição. Sem condições financeiras, não restou alternativa a não ser fechar as portas.
A unidade acumula dívidas milionárias superiores a R$ 100 milhões, que não consegue honrar com o pagamento de salários e fornecedores. O gasto mensal da Santa Casa é de aproximadamente R$ 4 milhões.
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) se prepara decretar a intervenção na Santa Casa, que não envolverá somente a Prefeitura. O objetivo é montar um Conselho triparte, que envolva também o Governo e a União, para tocar a unidade. A Câmera de Cuiabá também criou uma CPI para investigar as finanças do hospital.
Em vídeo, os funcionários contam com a ajuda da população para "abraçar a Santa Casa". Eles relatam que não tem dinheiro para pagar as contas domésticas e abastecer as suas casas com comida.
Além de comida, o movimento também planeja outras ações para ajudar os funcionários. Quem puder ajudar, os sacolões podem ser entregues no Laboratório de Citopatologia, que fica anexo à Santa Casa, ou buscar um dos contatos abaixo para fazer as doações de alimentos: Os contatos são Eddy: 99962 8682; Sandra Barros: 98466 5414; e Celma Malheiros: 99207 5320.
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Eneida 01/04/2019
Hospital que se diz filantrópico com dívidas de 100 milhões só no Brasil. Também pudera, duplicou suas despesas e piorou o atendimento no mesmo período. Mas, se fosse particular, tinha falido há muito tempo, como é público, gasta o meu, o seu, o nosso rico dinheirinho.
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