Após quatro anos de preparação e espera desde a última Copa do Mundo, que foi realizada em 2018 na Rússia, finalmente podemos acompanhar novamente este evento internacional, que reúne as 32 melhores seleções de futebol do mundo de quatro em quatro anos. A Copa do Mundo de Futebol, onde os melhores atletas deste esporte se reúnem para representar suas nações, traz consigo um sentimento de patriotismo e união, até para os que menos pensam nisso durante os quatro anos de preparação para a próxima Copa ou que nem acompanham futebol.
E, assim como nas copas anteriores, em que o Brasil parou para acompanha-las, sempre percebemos uma coisa durante este período: “o Brasil respira futebol”, o esporte faz parte de nossa cultura tão intrinsecamente que podemos dizer que faz parte de nossa identidade como brasileiro.
“O futebol, como esporte mais expressivo no país, tem impacto factual não apenas no cotidiano da população como também no desenvolvimento socioeconômico do país”
Mauricio MunhozDesta forma, entendendo a importância que este esporte e este evento têm para nosso país, compreendemos por que este deve ser incentivado e receber investimentos. A prática de esportes, como um todo, proporciona à população saúde, qualidade de vida, entretenimento, lazer e uma maior inclusão social, além de movimentar a economia do país, quem nunca ouviu a história de uma criança em situação de risco que venceu a pobreza jogando bola? Portanto, o futebol, como esporte mais expressivo no país, tem impacto factual não apenas no cotidiano da população como também no desenvolvimento socioeconômico do país.
O esporte tem grande importância na educação e na socialização da população, países que se utilizam do incentivo ao esporte na educação básica, como os Estados Unidos, por exemplo, que oferecem prática de esportes em toda a escola pública e bolsas integrais de estudos para atletas em todas as instituições de ensino superior, tem maiores taxas de qualidade de vida, já que o esporte gera riqueza, melhora a saúde física e mental e diminui a violência e a criminalidade.
Desta forma, é importante que haja ações voltadas ao incentivo ao esporte vinculadas à educação, todos devem ter acesso à educação e uma boa qualidade de vida proporcionada pelo esporte, e é papel do Estado fazer com que isso seja realidade. Destarte, vê-se o importante papel de órgãos como a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT), que realizam regionalmente o investimento e incentivo ao esporte, abrindo espaço para que o esporte se torne um agente transformador da vida do mato-grossense.
Ademais, além da ampla importância da Copa do Mundo listada anteriormente, este ano ainda temos outro fator de influência na Copa, a escolha do país sede, o Catar, conhecido por situações contraditórias em relação a diversas questões. Contudo o esporte tem o poder de unir, de transpor barreiras, de levar as diferentes culturas aos diferentes continentes.
Desta forma, vê-se a importância de um evento esportivo global como este, que nos lembra o significado de ser brasileiro, da importância de se investir em esporte como tem feito o governo do Estado através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT), além de trazer discussões que vão além do esporte. Portanto, independente do resultado desse ano, a Copa é, e sempre será, brasileira.
Escrito com Sara Nadur Ribeiro.
Maurício Munhoz Ferraz é sociólogo e atual secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso. Atuou recentemente como consultor, diretor de pesquisas da Fecomércio-MT e professor de economia da Unemat. Tem mestrado em sociologia, é vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Rússia, membro do projeto governança metropolitana do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada do Governo Federal (IPEA), vencedor do Prêmio Celso Furtado de economia e escreve nesta coluna com exclusividade aos sábados. E-mail: mauriciomunhozferraz@yahoo.com.br







