O candidato à reeleição ao Senado Carlos Fávaro (PSD) usou o debate da TV Vila Real, nesta quinta-feira (17), para defender a soberania do Brasil e criticar a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No primeiro bloco, chamou o norte-americano de “psicopata” e provocou reações de José Medeiros (PL), Antônio Galvan (Avante) e Margareth Buzetti (PP), que defenderam uma relação próxima entre Brasil e Estados Unidos.
Em dobradinha com Galvan, Medeiros criticou a condução do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas relações comerciais com os Estados Unidos.
“Esse governo não quer comercializar, ele é ideológico, ele não está nem aí para os interesses nacionais. Por isso, eles fazem isso de querer polemizar. Isso é coisa eleitoral para jogar para a galera, é bater palma para o maluco dançar, é prejudicar as pessoas mais pobres”, disparou.
O debate também foi marcado por críticas às ausências de Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB), que não compareceram ao confronto.
Logo na primeira rodada de perguntas, Fávaro questionou Pedro Taques (PSB) sobre candidatos que, segundo ele, “traem aliados” e sobre suplentes envolvidos em investigações. A referência foi à troca feita por Janaina, que anunciou os empresários Danilo Trento e Rafael Yamada Torres para a primeira e a segunda suplência, respectivamente. Os dois são alvos de investigações, conforme apontado durante o debate e em reportagens sobre o caso.
“Colocar candidatos que são investigados pelo Senado Federal na cadeira de senador é um tiro no peito da honra dos mato-grossenses”, afirmou Fávaro.
Ex-ministro da Agricultura no governo Lula, Fávaro também questionou Margareth Buzetti sobre como seria sua atuação no Senado diante da política externa de Trump. A candidata defendeu uma relação de equilíbrio com Estados Unidos e China e classificou como “protecionismo” a postura do presidente norte-americano em relação ao mercado de seu país.
Fávaro, por sua vez, afirmou que Trump é um “psicopata” e que o presidente norte-americano conhece a força do Brasil no cenário internacional.
Medeiros e Galvan
Medeiros perguntou a Galvan o que ele achava das críticas feitas por Fávaro a Trump. O produtor rural saiu em defesa do presidente norte-americano e afirmou que ele “veio para salvar o mundo”. Na sequência, criticou a atuação de Fávaro quando esteve à frente do Ministério da Agricultura.
Em réplica, Medeiros voltou a atacar o governo Lula e afirmou que a gestão petista impede o país de prosperar.
Em outra rodada, Medeiros questionou Buzetti sobre sua relação com Fávaro e sobre a participação dela nas indicações de emendas parlamentares. A senadora rejeitou a afirmação de que teria sido tratada como “estepe”, mas reconheceu a influência de Fávaro em momentos decisivos.
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Taques provoca Medeiros
Pedro Taques colocou em debate a relação entre Medeiros e Janaina Riva e questionou se haveria um “jogo combinado” entre o candidato e o ex-governador Mauro Mendes.
Medeiros respondeu que a aliança com Janaina ocorreu por interferência e afirmou que os eleitores saberão reconhecer, segundo ele, quem são os verdadeiros bolsonaristas.
Taques também questionou Buzetti sobre uma suposta tentativa de impedir que ele fosse ouvido no Senado em relação a denúncias envolvendo casos de corrupção em Mato Grosso. Ela negou ter atuado contra o ex-senador, mas reconheceu sua proximidade política com Mauro Mendes no Senado.
Ausências
Mauro Mendes e Janaina Riva foram convidados para o debate, mas não compareceram. Mauro cumpriu agenda no interior de Mato Grosso no mesmo horário do confronto. Janaina havia indicado, na véspera, que ainda avaliava a participação, após faltar aos dois debates anteriores.
Regras
O debate foi dividido em quatro blocos. Nos três primeiros, os candidatos fizeram perguntas a adversários, com direito a réplica e tréplica. No primeiro bloco, a ordem de quem iniciou os questionamentos foi Fávaro, Medeiros, Mauro Mendes, Janaina, Galvan, Buzetti e Taques.
No segundo bloco, os candidatos deveriam escolher adversários diferentes dos questionados anteriormente. Já no terceiro, um dos nomes poderia ser escolhido livremente e o outro deveria ser um candidato que ainda não tivesse recebido pergunta.
O último bloco foi reservado às considerações finais, com um minuto para cada candidato. As perguntas tiveram duração máxima de 30 segundos, e as respostas, de um minuto.
Na abertura, o mediador Antônio Carlos Silva afirmou que o debate tinha como objetivo contribuir para que o eleitor conhecesse melhor os candidatos e pediu que o confronto fosse pautado por informação, propostas e ideias, sem agressões pessoais.
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José cuiabano sem terra 17/09/2026
Flávio quer abaixar a pena para quem rouba celular parav8 anos, lula já colocada em prática, vigor lei parabquer roubar celular de ateb15 anos. Então o Flávio rachadinha quer abaixar, né?
Professor 17/09/2026
Como um sujeito que não conhece nada de soberania, nada de política externa, nada de economia, nada de produção rural, industrial e de serviços, que chamar o Trump de psicopata? Por outro lado, é aliado do Lula que diz que ladrão que rouba um celular não pode ser preso. Qual aspecto positivo há para que o eleitor possa confiar nesse senador?
2 comentários