Presa há pelo menos 45 dias, a empresária Ana Claudia Souza Oliveira Flor, que atualmente está em uma das celas do presídio Ana Maria do Couto, virou manchete nacional após ser alvo da operação intitulada Capciosa, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações da especializada apontam que ela teria negociado a morte do empresário e marido Toni Flor por R$ 60 mil em uma vídeochamada. Com o mesmo método de comunicação que ela supostamente usou para planejar o crime, a indiciada conversou com exclusividade com a reportagem do
e rebateu as acusações que constam nos autos do processo, inclusive negando participação no homicídio do marido. Ela afirma que a única preocupação, além de provar a inocência, é com as filhas, que atualmente estão sob a guarda da mãe de Ana. “Não existe essa de que estávamos nos separando. E nem que ele me sustentava, ou boa vida. A empresa era de nós dois, 50/50, tenho três filhas de 05,09,11 que precisam de mim”, afirmou. O
acompanhou todas as respostas dadas por ela ao advogado de defesa Jorge Henrique Franco Godoy, que aceitou fazer perguntas elaboradas pela equipe de reportagem do
. A entrevista aconteceu na manhã desta sexta (8).
Confira, abaixo, os principais trechos
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Você alega que não ter envolvimento com a morte do seu marido. O assassinato dele estaria ligado a que motivação?
Não tive nada a ver com isso. Para ser bem sincera até a prisão do rapaz - Igor Espinosa, eu ainda tinha na minha cabeça que de fato ele tinha sido confundido com um amigo, um parente. Eu levantei, fui atrás por conta própria atrás dos amigos, das supostas amantes que apareceram. E até o menino ser preso, eu ainda acreditava que foi um engano. Acreditava piamente que foi um engano. Porque o “Bebe” (Toni) teve sim problemas. Já deram queixa dele. Ele já brigou, mas tudo já tinha sido resolvido. Quando aconteceu isso, estava tranquilo. Não tinha mais problemas com ninguém.
Por que as pessoas acusadas de ligação com o crime apontam você como a pessoa que teria tramado a morte do Toni? Vingança, talvez?
Olha, hoje eu penso muita coisa. Até porque estou em um presídio e aqui vejo muitas histórias, as próprias pessoas contam, relatam histórias e dizem algumas coisas. Para quem não sabe, quando fui presa, quando o delegado chegou na minha casa e eu perguntei do que se tratava, meu mundo caiu. Porque não acreditei. Fui para a delegacia sem acreditar e pensei que ia chegar na delegacia, falar alguma coisa e depois sair, pois não tinha o menor sentido e nem cabimento. Quando cheguei lá e vi os meninos, continuei achando que não tinha cabimento. Quando ouvi o nome da menina, porque ela sim era conhecida minha, foi quando meu mundo desmoronou. Me questionei, de onde vem, e qual o motivo daquilo? Eu não fiz nada para ela. Muito pelo contrário eu ajudei ela.
Em uma ligação telefônica feita com o seu namorado, após a prisão de Igor Spinoza, você diz: “Ainda vai sobrar para mim”. Por que?
Eu não me lembro dessa conversa. Não sei nem com quem foi, como teve a quebra de sigilo, o senhor poderia ver que eu estou falando de trabalho, porque no trabalho já aconteceu de entrega voltar, e aí volta 5 mil, 7 mil e sobrava para mim. Eu acredito que era assunto de trabalho, tanto é que não mostraram minhas falas, a pessoa falando, eu falando, é só um trecho meu solto.
Você já tentou liberdade 2 vezes citando a necessidade de cuidar das suas filhas menores. Com quem elas estão e o impacto de tudo isso na vida delas? O que você disse a elas antes de ser presa?
Quando eu fui presa, não foi nem eu quem disse a elas, foi ela que me disseram. Mamãe, eu sei que a senhora não fez nada. Estamos te esperando aqui. Foi assim, foram elas quem falaram, eu nem precisei falar nada. Porque eu realmente estava em choque. Hoje elas estão com a minha mãe. E o impacto disso na vida delas, foi tremendo. Porque eu consegui muitas das vezes ficar sempre em casa com as minhas filhas mesmo com o trabalho. Sempre dormi segurando a mão delas. Desde de que o meu marido se foi, durmo junto com elas. Tanto que a minha filha mais velha está tendo problemas psicológicos e com depressão.
Após sua prisão, você foi apontada como fria pela família do seu ex-marido, porque esteve o tempo todo ao lado deles. O que tem a dizer para eles?
Eu não me arrependo de ter ficado ao lado deles, e não me arrependo de nada que eu fiz na morte do meu marido. Eu acredito que as pessoa que ama faz o que eu fiz, fica em cima, eu ia na delegacia, eu chorava, eu gritava, eu fui atrás porque queria as provas não para mim, queria que a polícia pegasse. Eu fiquei o tempo todo, tenho conhecidos repórteres e eu ligava para fazer a entrevista, eu ligava, eu pedia. Em relação a família, eu sou mãe, eu me coloquei no lugar dela, de fato eu não tenho relacionamento com eles, eu tive empatia por ser mãe.
A mãe, a dona Leunice, disse no depoimento que você falou que queria matar o Igor. Procede isso?
Desde que o menino vai preso, eu fico com raiva, mas matar eu não mato nem uma mosca. A gente tem raiva do que acontece e quando ele foi preso, na mesma hora ele falou que era, e depois que não era. Eu não estava lá, eu fui para lá. Eu estou presente o tempo todo, se isso é ser fria, pra eles, eu discordo, para mim, isso é amor.
As investigações apontam você como mentora do homicídio para não perder o padrão financeiro. Existia realmente o temor de um divórcio?
Só se fosse da parte do Toni, eu já me separei dele duas vezes, eu acredito que os amigos devem estar do lado da família, mas por medo. Porque todo mundo ali tinha casos extraconjugais, que eu sei. Se estão contra mim, é por medo disso. Mas, se já houve alguma vez medo de divórcio foi por parte do Toni, eu já me separei dele duas vezes, mas acabei voltando porque a gente se amava muito.










marcos 09/10/2021
Em nenhum momento pensou nas filhas,agora quer usa-las para sair da cadeia,se a policia disse que é culpada e tem provas não adianta querer negar,coitada das filhas
1 comentários