A Prefeitura de Cuiabá passará a adotar um procedimento mais célere para incorporar imóveis urbanos abandonados na Capital. A medida foi regulamentada pelo Decreto nº 12.189, assinado pelo prefeito Abílio Brunini (PL), e entrou em vigor em 30 de junho. O texto estabelece que propriedades particulares que não estejam cumprindo a função social do território sejam anexadas ao patrimônio do Município após três anos de abandono.
Para que um imóvel seja alvo do processo de desapropriação, a fiscalização municipal deve comprovar a omissão do proprietário com base em quatro fatores que caracterizam o abandono: ausência de limpeza e manutenção; falta de segurança com livre acesso de terceiros; inexistência de atividade econômica ou uso pessoal; e inadimplemento fiscal.
No quesito inadimplência, o decreto estabelece que o atraso no pagamento do IPTU e de outras taxas imobiliárias pelo período de cinco anos consecutivos gera a presunção absoluta de que o proprietário tem a intenção de abandonar o patrimônio.
O novo fluxo de fiscalização e expropriação será coordenado exclusivamente pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano. De acordo com o texto, o processo terá autonomia plena, o que significa que o município não precisará aplicar sanções ou multas prévias para dar início à tomada do imóvel.
O processo poderá ser aberto por iniciativa da própria Secretaria ou por meio de denúncias fundamentadas da população. Agentes de Regulação e Fiscalização farão vistorias in loco, relatórios técnicos e colherão depoimentos de vizinhos para anexar aos autos.
Caso o secretário da pasta identifique interesse público na área, como o potencial para a criação de moradias populares, postos de saúde, praças ou projetos de urbanização, o parecer será submetido à Procuradoria-Geral do Município (PGM) para controle de legalidade.
Com o aval jurídico, o Executivo publicará o Decreto de Arrecadação no Diário Oficial. O ato autoriza a Prefeitura a ingressar imediatamente no imóvel para realizar serviços de limpeza, cercamento e vigilância, além de interromper qualquer prazo de usucapião por terceiros. Após a publicação, o proprietário e eventuais credores serão notificados e terão o prazo de 30 dias para apresentar impugnação.
Recuperação sob multa
Caso o dono não se manifeste ou tenha sua defesa rejeitada, o Município assume a posse plena e o imóvel entra em um estágio probatório de três anos. Durante este período, o proprietário original ainda poderá reivindicar o patrimônio, desde que cumpra uma série de exigências financeiras e administrativas:
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Quitação integral de todos os tributos municipais e taxas atrasadas;
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Ressarcimento atualizado de todas as despesas da prefeitura com a limpeza e manutenção do local;
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Assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com cronograma para a efetiva utilização do espaço;
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Pagamento de uma multa administrativa fixada em R$ 1.000,00 por metro quadrado de área total do imóvel.
Para evitar o caráter confiscatório da punição financeira, o decreto estabelece um teto: o valor total da multa não poderá ultrapassar 50% do valor venal do imóvel, apurado pela Planta Genérica de Valores do Município.
Se o prazo de três anos expirar sem que o proprietário realize o resgate legal e quite os débitos, a propriedade será transferida de forma definitiva para o nome do Município de Cuiabá no Cartório de Registro de Imóveis, extinguindo quaisquer ônus ou gravames anteriores.
O novo decreto também determina que os processos de arrecadação já em andamento sejam adaptados às novas regras, além de revogar integralmente a norma anterior que tratava do tema na capital.
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Olindo 10/07/2026
Quero ver mexer com a elite, se ele é da elite, esse decreto só vai atingir pobre, preto e outro p, exemplo: logo que sai da Avenida Mato Grosso e entra na rua barão de Melgaço do lado esquerdo há um terreno grande, de uns 80 metros de comprimento desde que Cuiabá é Cuiabá, também o centro histórico está uma calamidade, nem prefeitura, nem governo do estado, nem governo federal fazem nada, o centro irá morrer em breve, muitas casas desabando.
Professor Oscar 10/07/2026
A maior vergonha de Cuiabá são os terrenos em pleno centro de Cuiabá abandonados, tem um terreno imenso saindo da Avenida Mato Grosso entrando na Barão de Melgaço que nunca foi construído nada, os imóveis do centro de Cuiabá estão caindo os pedaços, uma vergonha, sei que a responsabilidade não é só da Prefeitura, são dos donos, mas também a Prefeitura, o Governo do Estado e Governo Federal tinham que encontrar uma saída.
Sérgio 09/07/2026
O reizinho querendo dar uma de ditador kkkkk
3 comentários