O governador Mauro Mendes classificou como no mínimo “estranha” a instalação, em ano eleitoral, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) que foram alvos de operação da polícia em 2023 e afirmou que o movimento sugere motivação política.
Mendes reconheceu que o Parlamento tem respaldo legal e o dever de instaurar CPIs diante de indícios de irregularidades. No entanto, afirmou que causa estranhamento o fato de os episódios já terem sido investigados pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Espelho, e pelo Ministério Público, que chegou a oferecer denúncia. Os inquéritos e o processo, porém, foram suspensos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em 2024.
“Não existe contemporaneidade neste pedido, e fatos que já foram investigados pelo Ministério Público, pela Polícia, que já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo, me pareceu muito estranha essa atitude feita nesse momento”, disse Mauro Mendes em entrevista rápida durante o lançamento da obra de construção da Escola Estadual Professora Maria Hermínia Alves, no CPA 4, em Cuiabá.
O requerimento da CPI foi apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSD) ainda em 2023, mas à época não avançou por falta do número mínimo de assinaturas — eram necessárias oito, e o parlamentar havia obtido apenas sete. No fim de janeiro de 2026, ele conseguiu a oitava adesão, o que viabilizou a instalação da comissão.
Após a formalização da CPI, deputados que tiveram os nomes incluídos na composição apresentaram requerimento à presidência da Assembleia pedindo a retirada de suas assinaturas. Eles alegam que não foram consultados por Wilson Santos no momento da reapresentação do pedido neste ano.
“Eu fiquei sabendo que tem alguns deputados que já entraram com o expediente na Assembleia Legislativa, pedindo a exclusão porque não existe contemporaneidade neste pedido”, complementou o governador.
Mauro Mendes também afirmou que o surgimento de episódios como esse é comum em ano eleitoral, mas defendeu responsabilidade no exercício do mandato parlamentar.
“É natural que em ano eleitoral surjam muitas questões com vários objetivos. Tem deputados que estão num partido que pode estar aliado com o Partido B, com o Partido C, e o que eu acho lamentável é que haja uma confusão desses papéis. Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos nós temos o dever de ser leal com o exercício do cargo que nós temos agindo corretamente e não criando barulhos ou ruídos desnecessários, ou seja, por qualquer pretexto ou objetivo que for”, posicionou.
Operação Espelho
Deflagrada em 2023, a Operação Espelho investigou suspeitas de fraude e direcionamento de contratos da saúde estadual durante a pandemia de Covid-19, em Mato Grosso. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), empresários teriam contado com apoio de servidores da área para viabilizar as irregularidades. Ao todo, 21 pessoas foram denunciadas.
Em setembro de 2024, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a ação penal e os inquéritos ao reconhecer que os contratos investigados envolviam recursos federais, o que deslocaria a competência para a Justiça Federal.
À época, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) afirmou que os contratos seguiram os trâmites legais e foram fiscalizados pelos órgãos de controle, inclusive pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).
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Eleitor 12/02/2026
Oi, Mauro Mendes, maior carrasco que o funcionario público já teve em Mato Grosso. Covarde. Se um funcionario público votar nesse sujeito é porque nao tem vergonha na cara.
O ATALAIA 12/02/2026
Existe motivo para CPI da saúde esse fundamenta no fato de MM estar envolvido em denúncias de falcatruas no caso da OI. A partir desse seu envolvimento no presente, tornou -se impetativo averiguar se nesse passado houve provas cabais de outros envolvimentos.
Maria Lúcia 12/02/2026
Onde já se viu!Cogitaram investigar a administração do patraozinho de vocês.
Carlos Roberto 12/02/2026
Isso porque o senhor mantém a torneira dos cofres públicos abertas para assembleia. Imagina se o senhor enquadrar os gastôes como o ex-governador Taques?A propósito, ele mandou um Oi.
ELEITOR 11/02/2026
GOVERNADOR ESTRANHO É NAO QUERER A CPI. ORA GOVERNADOR, SE O SENHOR TEM CERTEZA QUE FEZ TUDO DENTRO DA LEI, A CPI SERÁ SUA PROPAGANDA ELEITORAL, POIS OS ELEITORES VERÃO QUE O SEU GOVERNO REALMENTE FEZ TUDO DENTRO DA LEGALIDADE E HONESTIDADE. AGORA, TAMBÉM PODE SER QUE MOSTRE ALGO QUE NÃO ESTEJA DENTRO DA LEI NÉ... PORTANTO, QUEM NAO DEVE NAO PRECISA SE PREOCUPAR GOVERNADOR.
Ortiz 11/02/2026
Não entendo!Comem na minha mão!Agora ameaçam com atitudes corretas!Ficaram loucos?
pedro 11/02/2026
explica ai o caso da oi......300molhoes na conta de quem maurinho......
Lourdes 11/02/2026
São muitos égos inflados.O Abílio pensa que é Deus.O Mauro não tem dúvida alguma que o é. Não aceitam o contraditório.
Lourdes 11/02/2026
Quem ousa me fiscalizar?"O Estado sou eu"
cparecis@hotmail.com 11/02/2026
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
LUIZ DE VG 11/02/2026
KKKKK KKKKK ÁPOS ANOS E ANOS DE DENUNCIAS COMPROVADAS COM DELAÇÃO FEITA E NINGUÉM PRESO É NINGUÉM PRESO ALIAS OS DENUNCIADOS CONTINUAM COM BONS CARGOS E SALÁRIOS E PREGANDO ÉTICA E MORAL NOS CORREDORES E TIRANDO SARRO DE NÓS HONESTOS É ASSIM E NINGUÉM PRESO COM PROVAS É LOIRA DA SES É ASSIM TRISTE SITUAÇÃO O PROCESSO PARADO COMO TANTOS OUTROS E TODOS PREGANDO ÉTICA E MORAL
Em Salvador (Nordeste) tem VLT. 11/02/2026
Mauro Mendes já é quase um simples ex governador! Em Salvador (Nordeste) tem VLT em Cuiabá jamais terá.
Silva 11/02/2026
Quem não deve não teme. Mais a pergunta fica, O senhor panho ou não panho.
13 comentários