Gilberto Leite
General Herzer em entrevista ao Rdnews; segundo assessoria, na sexta será lido texto em alusão a revolução de 64
A 13ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército com sede em Cuiabá, sob o comando do general Fernando Herzer, vai comemorar a “data histórica” do dia 31 de março de 1964, quando um golpe militar derrubou o presidente da República João Goulart e iniciou o regime ditatorial que durou 21 anos. Com isso, estará seguindo a orientação do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL).
A comemoração está marcada para próxima sexta (29), a partir das 8h, na sede da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, localizada na avenida Historiador Rubens de Mendonça. A formatura da tropa vai reunir o efetivo das unidades que estão sob sua jurisdição.
A assessoria do general Herzer informa que durante a formatura será lida uma “ordem do dia” em alusão a data. O documento será enviado pelo comando geral do Exército para todas as unidades do país.
Segundo o Portal Terra, pelos primeiros esboços que estão sendo feitos pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, o texto único ressaltará as "lições aprendidas" no período, mas sem qualquer autocrítica aos militares. O período ficou marcado pela morte e tortura de dezenas de militantes políticos que se opuseram ao regime.
O texto também deve destacar o papel das Forças Armadas no contexto atual. Ainda segundo o Portal Terra, generais da reserva que integram o primeiro escalão do Executivo pedem cautela no tom para evitar ruídos desnecessários diante do clima político acirrado e dos riscos de polêmicas em meio aos debates da reforma da Previdência.
No governo que reúne o maior número de militares na Esplanada dos Ministérios desde o período da ditadura (1964-1985) - o que já gerou insatisfação de parlamentares -, a comemoração da data deixou de ser uma “agenda proibida” . Ainda que sem um decreto ou portaria para formalizá-la, volta ao calendário de comemorações das Forças Armadas após oito anos.
Ocorre que 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ex-militante torturada no regime ditatorial, orientou aos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha a suspensão de qualquer atividade para lembrar a data nas unidades militares. Desde então, o 31 de março de 1964 não vinha sendo comemorado nos quartéis.
Comando
A 13º Brigada de Infantaria Motorizada pertence ao Comando Militar do Oeste. Com sede em Campo Grande, e abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
O general Herzer comanda cerca de três mil militares. Deste total, aproximadamente 70% são praças (cabos e soldados) e o restante são sargentos e oficiais (tenentes, capitães, majores e coronéis). As unidades sob sua jurisdição estão localizadas em Cuiabá, Cáceres, Rondonópolis e Aragarças, em Goiás. (Com informações do Portal Terra)
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Edson Cassimiro 27/03/2019
Estaremos marcando presença.
Flavia 26/03/2019
Digite o texto NOTA PÚBLICA - MPF É incompatível com o Estado Democrático de Direito festejar um golpe de Estado e um regime que adotou políticas de violações sistemáticas aos direitos humanos e cometeu crimes internacionais A Presidência da República recomendou ao Ministério da Defesa que o aniversário de 55 anos do golpe de Estado de 1964 seja comemorado. Embora o verbo comemorar tenha como um significado possível o fato de se trazer à memória a lembrança de um acontecimento, inclusive para criticá-lo, manifestações anteriores do atual presidente da República indicam que o sentido da comemoração pretendida refere-se à ideia de festejar a derrubada do governo de João Goulart em 1o de abril de 1964 e a instauração de uma ditadura militar. Em se confirmando essa interpretação, o ato se reveste de enorme gravidade constitucional, pois representa a defesa do desrespeito ao Estado Democrático de Direito. É preciso lembrar que, em 1964, vigorava a Constituição de 1946, a qual previa eleições diretas para presidente da República. O mandato do então presidente João Goulart seguia seu curso normal, após a renúncia de Jânio Quadros e a decisão popular, via plebiscito, de não dar seguimento à experiência parlamentarista. Ainda que sujeito a contestações e imerso em crises, não tão raras na dinâmica política brasileira e em outros Estados Democráticos de Direito, tratava-se de um governo legítimo constitucionalmente. O golpe de Estado de 1964, sem nenhuma possibilidade de dúvida ou de revisionismo histórico, foi um rompimento violento e antidemocrático da ordem constitucional. Se repetida nos tempos atuais, a conduta das forças militares e civis que promoveram o golpe seria caracterizada como o crime inafiançável e imprescritível de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático previsto no artigo 5°, inciso XLIV, da Constituição de 1988. O apoio de um presidente da República ou altas autoridades seria, também, crime de responsabilidade (artigo 85 da Constituição, e Lei n° 1.079, de 1950). As alegadas motivações do golpe de acirrada disputa narrativa são absolutamente irrelevantes para justificar o movimento de derrubada inconstitucional de um governo democrático, em qualquer hipótese e contexto. Não bastasse a derrubada inconstitucional, violenta e antidemocrática de um governo, o golpe de Estado de 1964 deu origem a um regime de restrição a direitos fundamentais e de repressão violenta e sistemática à dissidência política, a movimentos sociais e a diversos segmentos, tais como povos indígenas e camponeses. Transcorridos 34 anos do fim da ditadura, diversas investigações e pesquisas sobre o período foram realizadas. A mais importante de todas foi a conduzida pela Comissão Nacional da Verdade - CNV, que funcionou no período de 2012 a 2014. A CNV foi instituída por lei e seu relatório representa a versão oficial do Estado brasileiro sobre os acontecimentos. Juridicamente, nenhuma autoridade pública, sem fundamentos sólidos e transparentes, pode investir contra as conclusões da CNV, dado o seu caráter oficial. A CNV confirmou que o Estado ditatorial brasileiro praticou graves violações aos direitos humanos que se qualificam como crimes contra a humanidade. A igual conclusão chegou a Corte Interamericana de Direitos Humanos, ao julgar o caso Vladimir Herzog, em 2018. Também a Procuradoria Geral da República assim entende, conforme manifestação na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n° 320 e outros procedimentos em trâmite no Supremo Tribunal Federal. De fato, os órgãos de repressão da ditadura assassinaram ou desapareceram com 434 suspeitos de dissidência política e com mais de 8 mil indígenas. Estima-se que entre 30 e 50 mil pessoas foram presas ilicitamente e torturadas. Esses crimes bárbaros (execução sumária, desaparecimento forçado de pessoas, extermínio de povos indígenas, torturas e violações sexuais) foram perpetrados de modo sistemático e como meio de perseguição social. Não foram excessos ou abusos cometidos por alguns insubordinados, mas sim uma política de governo, decidida nos mais altos escalões militares, inclusive com a participação dos presidentes da República. A gravidade desses fatos é de clareza solar. Mais uma vez, é importante enfatizar que, se fossem cometidos atualmente, receberiam grave reprimenda judicial, inclusive por parte do Tribunal Penal Internacional, criado pelo Estatuto de Roma em 1998 e ratificado pelo Brasil em 2002. Também à luz do direito penal internacional, os ditadores brasileiros cometeram crimes contra a humanidade. Essa Corte, porém, não pode julgar as autoridades brasileiras pelos crimes da ditadura, porque sua competência é para fatos posteriores à sua criação. Festejar a ditadura é, portanto, festejar um regime inconstitucional e responsável por graves crimes de violação aos direitos humanos. Essa iniciativa soa como apologia à prática de atrocidades massivas e, portanto, merece repúdio social e político, sem prejuízo das repercussões jurídicas. Aliás, utilizar a estrutura pública para defender e celebrar crimes constitucionais e internacionais atenta contra os mais básicos princípios da administração pública, o que pode caracterizar ato de improbidade administrativa, nos termos do artigo 11 da Lei n° 8.429, de 1992. A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão PFDC, órgão do Ministério Público Federal, confia que as Forças Armadas e demais autoridades militares e civis seguirão firmes no cumprimento de seu papéis constitucionais e com o compromisso de reforçar o Estado Democrático de Direito no Brasil, o que seria incompatível com a celebração de um golpe de Estado e de um regime marcado por gravíssimas violações aos direitos humanos. Deborah Duprat Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Domingos Sávio Dresch da Silveira Procurador Federal dos Direitos do Cidadão Substituto Marlon Weichert Procurador Federal dos Direitos do Cidadão Adjunto Eugênia Augusta Gonzaga Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Adjunta Assinado digitalmente em 26/03/2019 15:10. Para verificar a autenticidade acesse http://www.transparencia.mpf.mp.br/validacaodocumento. Chave 1D1F7385.9790792E.B61CB4AF.D816064C
alexandre 26/03/2019
tipo , o que está acontecendo hoje no socialismo na Venezuela ? sofrimento para guerrilheiro, assaltante de banco, sequestrador, revolucionario socialista que queria implantar a ditadura do proletariado ?
lucia martins 26/03/2019
Os militares não deram golpe ... apenas fecharam o Congresso, suspenderam as eleições diretas, prenderam, torturaram...
alexandre 26/03/2019
mas o Brasil já está no buraco que a esquerda deixou... olha o tamanho da crise....
alex r 26/03/2019
Cara negar a historia é admitir idiotice... Foi golpe o país sofreu, mas hoje está pior. Não há o que comemorar e sinceramente remeter a isso mostra mau caratismo. Afinal não é possível festejar o sofrimento humano.
Oswaldo da cruz 26/03/2019
É tanta estupidez, ver o brasil sendo levado ao buraco novamente depois de tanta luta, depois de diretas já, depois de ver tanta tortura impostas por militares eles vão comemorar esse período horrendo da história brasileira. Espero que esse Bolsonaro saia logo do poder, antes de virar uma ditadura militar novamente.
Gustavo 26/03/2019
Acredito que a redação, elaborou uma matéria tendenciosa, expondo somente termos pejorativos. E difícil dar credibilidade a um jornal que nao traz a imparcialidade aos seus leitores.
Carlos Vinicius Morais Junqueira de Araú 26/03/2019
Defender a ditadura militar em um período, onde os direitos foram cassados e a participação popular ofuscada por um setor da sociedade. É o mesmo que não aceitar a eleição do nosso novo presidente, coisa que não aconteceu com o presidente eleito democraticamente João Goulart.
Jota Passarinho 26/03/2019
Golpe não cara...revolução, movimento, ação...golpe é coisa de comunista, esquerdopa...Salve e viva 31 de março...! E mais, parabéns aos valorosos Militares Brasileiros pela enérgica iniciativa que evitou a instalação do famigerado regime comunista no Brasil! Viva o Regime Militar Brasileiro...!
JHON CONNOR 26/03/2019
Pode comemorar General, e conclama a sociedade. Ficará surpreso com o resultado, pois a população vai apoiar em peso.
Edson Lima 26/03/2019
Não teve ditadura no Brasil... teve PERÍODO MILITAR! A tal "Dita dura" é o que os petistas, psolistas e toda a galerinha da "canhóta" defendem mundo afora, como o regime de Nicolás Maduro e dos Castro, em Cuba. Nasci no finalzinho do período militar brasileiro, mas meus pais e meus avós (pessoas que eu admiro pela idoneidade e caráter) viveram na íntegra... E nunca tiveram problema nenhum com os militares. Pelo contrário: Eram respeitados por eles, tinham segurança pública de qualidade, empregos. O cidadão de bem e trabalhador era valorizado, a família era valorizada. E sem falar que o período militar foi o mais benéfico em obras estruturantes pro nosso país, principalmente para a integração de Mato Grosso com o resto do país, com a pavimentação das BR's 070, 163, 174 e 364, que hoje são as principais vias de escoamento da nossa produção agroindustrial e deslocamento de pessoas. Só tinha problema com militar quem era v********, noiado, ladrão, terrorista, assaltante, baderneiro e tudo que é "raça ruim" que queria bagunçar o país... Tanto que essas "raças ruins" que sobraram daquela época viraram nossos presidentes, e olha no que deu. Um país arregaçado, furtado, lascado, sem empregos e vilipendiado pela corrupção!
Edivaldo Augusto 26/03/2019
O periodo Militar de 1964/1985 foi tempo de Progresso e Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, principalmente nos Governo dos Presidentes:Medici, Geisel, e Figueiredo, quando tivemos a pavimentação asfaltica das BR para São Paulo,Brasilia,Porto Velho,.Abertura da163 (Cuiabá a Santarem, e depois a sua pavimentação asfaltica no Governo do Julio Campos), a criação e instalação da Un iversidade Federal de MT em Cuiabá, as Linhas de Transmissão de Energia Elétricas de Cachoeira Dourada a Cuiabá e para o interior do Estado, as Telefonia e Telecomunicação Moderna com Satelite, os Programa de Financiamentos e Desenvolvimentos Economicos como PRODOESTE, POLOCENTRO,POLOAMAZONIA, bem como a Paz e segurança, sem violencia e assaltos e assasinatos. Não tinha quase nada de corrupção, os Governadores e Prefeitos eram politicos honrados, como foram Pedrossian,Fragelli,Garcia Neto,Frederico e Julio Campos, que honraram seu mandatos e nunca foram processados. Viva 31 de Março...agora o Brasil esta no caminho certo.
alexandre 26/03/2019
Os militares transformaram um pais agrário em industrial, fizeram mega obras estruturantes, BR 101, itaipu, ponte rio niteroi, a educação era de qualidade, havia respeito aos professores, violência era menor, agora é lacração, 900 facções, nenhuma obra estruturante, ´só copa e olimpiada que quebraram o pais, 16 anos de petismo destruiram a economia do pais..
Fernando 26/03/2019
Querem viver uma democracia, vão para a Venezuela....
alexandre 26/03/2019
querem viver uma ditadura, vão para a Venezuela....
Realista 26/03/2019
Vamos comemorar sim com eles, o analfabetismo zerado, todas as crianças e jovens de 06 a 17 anos frequentando escolas públicas que ofertam ensino de qualidade em tempo integral, a excelência da segurança do cidadão, a saúde de ponta...enfim todas as benesses que hoje temos por pertencer ao "primeiro mundo" no qual os responsáveis pela gestão daquele período de 21 anos nos incluiu. Sim, temos muito a comemorar. Kkkkkkkk
Sandro 25/03/2019
Parabéns ao Presidente Mito Bolsonaro pela reforma da previdência e pela manutenção das pensões vitalícias as filhas solteiras dos oficiais das forças armadas, ao diversos auxílios aos magistrados e membros dos ministérios públicos, parabéns principalmente a quem acredita ainda em políticos, e mais ainda aqueles que acreditam em salvadores da pátria e delegam o seu comodismo a um super herói, kkkkkkkkk, os dois lados estão errados: direita e esquerda, a verdadeira mudança só ocorrerá o dia que o povo for para ruas cobrar o corte desses privilégios, mas pra isso precisa estudar a constituição que é a principal fonte de manutenção de privilégios, pois temos ainda uma cultura pobre em termos de conhecimentos constitucionais e outras culturas, so a cultura liberta. Fica com raivinha não, é que não sei deixar de ser sincero.
O atalaia 25/03/2019
Se é necessário festejar a data da chamada revolução de 1964, é preciso avaliar bem, mas que é importante resgatar nos brasileiros o sentimento patriótico, isso sim, deve ser feito já.. .
Rubens 25/03/2019
Querem viver em uma ditadura vão para a Arábia Saudita.
D. Rodrigues 25/03/2019
Essa historinha de golpe militar é contada pelos perdedores, mundinho de fantasia da esquerda! Trata-se simplesmente da repulsa do estado contra um golpe que seria instaurados pelo proletariado. Leiam mais senhores jornalistas.
Hermison Levi 25/03/2019
O que esperar de um governo de extrema direita fascista! Isso é só o começo, pois, não vai demorar muito para nós cidadãos deixemos de viver em um Estado Democrático de Direito. Quem viver, verá!
Lúcio 25/03/2019
https://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2019/03/clube-argentinos-se-unem-para-repudiar-golpe-militar-de-1976 Assim eu tiro o chapéu....além de entenderem de futebol também sabem muito de história....
octavio augusto regis de oliveira 25/03/2019
exercito nas ruas ja , o povo nao aguenta mais
César Fernandes 25/03/2019
O exército não tem mais o que fazer? Carpir quintal por exemplo.
Luis Fernando 25/03/2019
Não houve golpe em 64 e sim um contra golpe, salvando o nosso País da implantação do comunismo. Durante o governo militar os excessos eventuais cometidos foram decorrentes do movimento revolucionário armado que por meio da luta armada tinha o objetivo de implantar uma ditadura no País e não a democracia
José da Rocha Filho 25/03/2019
Salvo alguma mudança recente, Sargentos e Sub Tenentes também são praças.
alexandre 25/03/2019
na verdade, foi um contra golpe, devido a proximidade de Goulart com regime comunista chines, reformas de base com MST guerrilheiros cubanos infiltrados no pais incitando a luta armada, caos social, inflação e corrupção.... os militares cometeram excessos na repressão, mas os guerrilheiros queriam instalar um regime socialista cubano no Brasil, nunca lutaram por democracia e liberdade...
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