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MORRO DE SANTO ANTÔNIO

Secretária vê excessos e tentativa de intervenção do MPMT em gestão

Obras estão paralisadas desde dezembro de 2024; MPMT emitiu relatório que aponta degradação ambiental, erosão e risco à segurança pública

Cecília Nobre e Kethlyn Moraes

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou nesta quinta-feira (27) que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) está praticando “excessos” em relação ao andamento das obras do Governo do Estado no monumento natural Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio do Leverger (a 33 km de Cuiabá). O MP ingressou com uma Ação Civil Pública pedindo a paralisação das obras e a saída da Sema da gestão do morro. 

“A meu ver, nós estamos diante de um fato de excesso por parte do Ministério Público e de alguns membros da sociedade, vou ser muito franca em relação a isso”, disparou a secretária.

Kethlyn Moraes/Rdnews

Mauren Lazzaretti, Secret�ria, Sema

Mauren Lazzaretti, secretária de Estado de Meio Ambiente

Segundo Mauren, as obras tiveram “questões operacionais” que levaram ao aumento da pista, que deveria ser de quatro metros e acabou ficando com sete metros, no momento da execução. A secretária apontou que o projeto de recuperação para essa área já foi apresentado e garante que será revitalizada.

Questionada sobre as argumentações do MPMT, Mauren disse que o órgão alega que o Estado não está conduzindo as obras de forma adequada, causando impacto ambiental, além de questionar quanto ao procedimento administrativo referente a retirada das pedras, que estavam no entorno da pista e foram encaminhadas para outra obra do Governo - Parque Novo Mato Grosso - sem autorização.

“Mas isso, sinceramente, é um motivo para interditar o parque ou para tirar a administração do Estado, que está fazendo os maiores investimentos da história para o morro? Então, assim, é por isso que eu digo, parece mais uma intervenção na gestão [do Governo do Estado] do que necessariamente uma proteção do meio ambiente”, disparou Mauren.

Ainda nesta quinta-feira, o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, afirmou que o MPMT está aguardando o “desfecho” em relação às obras do Morro de Santo Antônio e disse que o órgão está seguindo as diretrizes em prol do meio ambiente.

“Temos que conciliar: desenvolvimento sustentável com a preservação da natureza. A ideia do Ministério Público é sempre atuar com essas diretrizes”, declarou o chefe do MP.

MPMT

Morro de Santo Ant�nio

Registro da área degradada no monumento, realizado durante a vistoria do MPMT

Comparação com parques nacionais

Sobre o projeto estrutural previsto, Mauren citou os Parques Nacionais da Tijuca e do Iguaçu - localizados no Rio de Janeiro e no Paraná, respectivamente - como exemplo de monumentos com visitação turística, que possuem acessibilidade e segurança durante a contemplação.

“O que nós queremos para o Parque Morro de Santo Antônio? Que nós tenhamos uma estrutura menor, é óbvio, porque não é igual ao Morro da Tijuca, mas que seja tão bonito quanto o Morro da Tijuca. Vai valorizar culturalmente e vai garantir as peregrinações religiosas”, comparou a chefe da Sema. 

Segundo a secretária, o monumento ficou mais de 16 anos sem que alguma gestão implantasse um projeto de manejo, até que o projeto para as obras de visitação foram realizados na gestão de Mauro Mendes (União Brasil) e os trabalhos iniciaram. A gestora da Sema apontou ainda que, quando o Governo do Estado deseja implantar esse tipo de estrutura em Mato Grosso, acontece “todo tipo de resistência”.

“É fato que as obras tiveram, por questões operacionais, uma ampliação do que estava previsto para a pista. As fotos que nós demonstramos, e vamos mostrar na ação judicial, vai mostrar claramente que, assim como acontece em qualquer obra, no momento da intervenção você tem uma situação que é diferente do momento da concretização da obra”, disse. 

Maricelle Lima/Hamilton Leitão

Morro de Santo Ant�nio, antes e depois

Obras paralisadas

As obras no monumento estão paralisadas desde 16 de dezembro de 2024. A decisão foi tomada durante audiência extrajudicial realizada pela 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá, que apontou a necessidade de minimizar os impactos ambientais causados, medidas de contenção e implementação de ações emergenciais.

Conforme publicado pelo , o subsecretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alex Sandro Marega, declarou, em janeiro deste ano, que a MT Par - empresa responsável pela execução da obra - não tinha licença para abrir a estrada no Morro de Santo Antônio. De acordo com Marega, a autarquia poderia fazer “obras mínimas” no intuito de fazer estudos para elaborar projetos e não dar início à obra.

Após o início das obras, moradores da região e turistas demonstraram descontentamento em relação à abertura da estrada, chegando a dizer que tratava-se de uma "ferida aberta" no monumento.

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Comente esta notícia

Julio 30/03/2025

Parabéns ao Ministério Público, que está cumprindo seu papel de defender o meio ambiente. Ultimamente, a SEMA é mais defensora de fazendeiro desmatador do que do meio ambiente.

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José 29/03/2025

Na verdade esses senhores feudais, em gabinete com várias secretárias,e ar condicionado, ganham muito , e só atrapalham , senhores, o Olímpio, é mais em cima...

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Benedito da costa 29/03/2025

Sua secretária autorizou a degradação do morro de Santo Antônio fazendo aquela abertura de estrada e mais aínda autorizou ou fez vista grossa ao retirarem pedras do local para colocar naquele elefante branco que o governo tá construindo. Portanto a senhora tá na secretaria errada visto ir em desencontro com o meio ambiente. Portanto sua permanência no cargo deve estar por um fio

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Dri 29/03/2025

Essa secretária simplesmente é a raposa tomando conta do galinheiro isso sim.

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Cidadão Cuiabano 28/03/2025

Trilha de 20 metros de largura!Ficou feio.Pode volta com vegetação lá de novo.

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João 28/03/2025

Se você for o mais ignorante possível, vai perceber que aquilo está errado!

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Rubem Mauro 28/03/2025

O MPMT, como sempre, com complexo de vira lata e seus membros com complexo de meninos e meninas que foram pobres na infância, são contra a tudo que peneficia o turismo, com falsa defesa do meio ambiente

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Licu 28/03/2025

Desqualificada.

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Neto Queiroz 28/03/2025

Excesso??? Tem que intervir mesmo. Como é que o órgão que fiscaliza e, em tese, cuida da preservação do meio-ambiente, permitiu uma barbaridade como essa que foi feita no Morro de Santo Antônio?

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Observador 28/03/2025

Esse é o modelo GARIMPEIRO de governar! Destrói e depois vem o projeto meia boca! O desrespeito com MP é latente!

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João da Costa 28/03/2025

Qual o interesse desse governo em distruir um patrimônio natural, antes era o parque nacional de chapada, assim que ele instalou as dragas de garimpo, ele devolveu pro governo federal e não arrumou as vias de acesso, até onde iremos com esses crimes ambientais? Com a palavra o MP e MPF.

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PEDRO GONCALVES DE SENA 28/03/2025

O governo de mato grosso trabalha na informalidade, tudo sem projeto, é óbvio que o MPMT tem que intervir, caso contrário o governo destrói tudo.

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Professor 28/03/2025

Mais uma obra paralisada. Morro de Santo Antonio, estrada da Chapada, ZPE, VLT/BRT, devido às ONG's, MP, índios, etc. Por isso nada acontece em MT. Sempre assim.

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nilton 28/03/2025

é melhor DEIXAR PEGAR FOGO como acontece TODO ano do que tentar melhorar

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Jean 27/03/2025

Sou a favor dessa obra, um cartão postal como os parque mencionado pela secretaria.

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Andreia 27/03/2025

Secretaria de meio ambiente não tem vergonha na cara....destruindo o morro

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João Cuiabano 27/03/2025

Se o MP deixar, a ilustre secretária transforma o Morro de Santo Antônio em "Morro do Careca"!

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Gigio 27/03/2025

Blá-blá-blá.Governo gere mal, questões ambientais.Questões econômicas sempre prevalece.

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18 comentários

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