Em lágrimas, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), voltou a falar sobre o colapso financeiro que a cidade possui, tendo mais de R$ 1,2 bilhão em dívidas de precatórios, que agora passaram a ser discutidos com a instalação de uma mesa técnica com Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), para construir alternativas que reduzam o impacto do passivo nas finanças.
No último dia 16 de julho, a Justiça bloqueou R$ 19 milhões da Prefeitura para pagamento de precatórios relacionados a dívidas do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), o que resultou no decreto de calamidade finaceira. Nesta terça-feira (28), Flávia expôs as dificuldades da gestão e o risco de não conseguir honrar com o pagamento de salários de servidores e até o risco de demissões em massa, já que existe baixa arrecadação, dívidas de curto prazo, além dos precatórios com parcela mensal de R$ 6 milhões. Outro agravante é que a instalação da mesa não surte efeitos imediatos de socorro à gestão.
Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, se comprometeu em buscar o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), para destravar o projeto de lei enviado por Flávia para parcelamento dos precatórios de forma direta com os credores. A intenção da proposta é reduzir a fila e alcançar a redução dos custos da negociação com descontos.
"Vou falar com o presidente da Câmara para votar essa lei. Essa lei não tem nada a ver com as dificuldades de relacionamento que o presidente da Câmara tem com a prefeitura. Isso não tem nada a ver. Então, já fica aqui a solicitação para que a Câmara de Várzea Grande, solicitação aqui ao presidente Wanderley: aprova imediatamente na primeira sessão. Inclusive, fica aqui uma sugestão, que é tão sério o problema para a cidade, que é importante que a Câmara faça uma sessão extraordinária", recomendou ele, negando qualquer interferência na gestão.
O conselheiro Antônio Joaquim também demonstrou respaldo à Flávia, enfatizando que a mesa técnica deverá atuar em duas frentes prioritárias: apoiar a aprovação do projeto de lei que autoriza acordos diretos e discutir alterações na legislação estadual que modificou os critérios de distribuição do ICMS. Somente o DAE-VG deve R$ 500 milhões em dívidas de energia elétrica e, no passado, teve o passivo vinculado à Prefeitura, situação considerada vexatória e descabida, conforme exposto por membros do TCE-MT.
O outro lado
A Câmara de Várzea Grande alegou, por meio de nota, que a regulamentação dos acordos diretos para pagamento de precatórios encontra-se em fase de adequação técnica e jurídica, visando garantir sua plena conformidade com as normas estabelecidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O projeto está sendo avaliado pelo procurador-geral da Câmara Municipal, Ismael Alves e pelo procurador do Município, Maurício Magalhães.
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pedro 29/07/2026
ze do juquira, o senhor deve ser uma pessoa infeliz, quanto rancor nas suas palavras só pq a prefeito é da direita e nao é do partiddo do lula amigo do hamas...
Ze da juquira 29/07/2026
Essas hora ela chora , ontem estava dancando em show contratado por 1 milhao. O bolsonarismo e bicho sujo cruz credo
Jurandir 29/07/2026
Fazendo inveja na Fernanda Montenegro! Manda o currículo pra Globo, lá não tem falta d\'água, não tem Kalil, não tem Tião, não tem DAE, não tem Wanderley Cerqueira.
Lira do Gloria 28/07/2026
Quem prometeu para o povo de Várzea Grande que resolveria os problemas da cidade foi a Flavia Moretti! Ou ela entrou sem conhecer o município ou mentiu bastante para o varzeagrandense.
Maria Clementina 28/07/2026
O mais emprecionange que próprios conselheiros percebe que a Prefeita está totalmente descontrolada emocionalmente mostrando que não tem capacidade cognitiva e emocial para administrar a cidade com sabemos complexidade que tem, melhor ela renunciar ficaria mais bonito, mas a bipolaridade não deixa então se paga caro pela vaidade e saúde indo embora será vale a pena ?
Joel felicio 28/07/2026
Na minha opinião, a postura pública da prefeita Flávia Moretti tem transmitido uma imagem de fragilidade emocional incompatível com a responsabilidade de administrar uma cidade como Várzea Grande. As repetidas aparições chorando, somadas a outras manifestações públicas recentes, passam a impressão de falta de equilíbrio para enfrentar a pressão inerente ao cargo. A população espera firmeza, liderança, serenidade e capacidade de decisão, não episódios frequentes que geram dúvidas sobre a condução da administração. Quem ocupa o cargo de prefeito precisa inspirar confiança e demonstrar estabilidade diante dos desafios. Se a prefeita entende que não consegue exercer plenamente suas funções, deveria refletir sobre a permanência no cargo. Caso contrário, precisa demonstrar, por meio de resultados e de uma postura institucional, que está apta a governar. A crítica faz parte da democracia, mas a prioridade deve ser sempre o interesse da população de Várzea Grande.
Ricardo Silva 28/07/2026
Na minha opinião, se as cenas recentes de choro e outras exposições públicas não fizeram parte de uma estratégia de comunicação, elas demonstram uma postura incompatível com a responsabilidade de administrar um município do porte de Várzea Grande. Uma prefeita precisa transmitir equilíbrio, serenidade e capacidade de liderança, principalmente em momentos de crise. O que a população espera é foco na gestão, resultados e postura institucional, não polêmicas diárias ou conteúdos que acabam gerando desgaste para a imagem da Prefeitura. Também chama atenção a grande rotatividade de secretários e os constantes conflitos políticos noticiados desde o início da gestão. Isso levanta questionamentos sobre a capacidade de articulação e de condução da administração pública. Se a própria prefeita entende que não reúne condições emocionais para exercer o cargo neste momento, o mais responsável seria se afastar temporariamente ou até renunciar, priorizando sua saúde e o interesse público. Caso contrário, deve demonstrar, com ações e resultados, que tem plena capacidade de governar. O cargo de prefeito exige equilíbrio, responsabilidade e respeito à instituição. A população merece uma gestão estável, eficiente e comprometida com os problemas da cidade, e os órgãos de controle devem atuar sempre que houver indícios concretos de irregularidades ou descumprimento dos deveres legais.
7 comentários