Assessoria
Eliseu Padilha em reunião com Fávaro, Wellington e Blairo para tratar sobre ferrovia em MT
O anúncio pelo governo federal da garantia de recursos para a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) já provocou uma onda de “síndrome de paternidade” em alguns políticos mato-grossenses. Entre os que reivindicam os méritos pela conquista de R$ 4 bilhões para ligar o município de Água Boa (a 747 km de Cuiabá) a Campinorte (GO), está o ministro Blairo Maggi (PP), o senador José Medeiros (Podemos) e o ex-governador Carlos Fávaro (PSD).
Além deles, também surge os nomes do senador Wellington Fagundes (PR) e Edeon Vaz, dirigente do movimento Pr´r-Logística de Mato Grosso, que buscam a viabilidade dos recursos para que a ferrovia saia do papel, por meio do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI).
O projeto da ferrovia é antigo, e a iniciativa partiu de uma cooperação entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), quando era dirigido por Luiz Antônio Pagot - ex-secretário-chefe da Casa Civil do governo Blairo Maggi e condenado em 2013 por improbidade administrativa -, e pela Valec Engenharia, que á época era presidida por Francisco Neves, o Juquinha - condenado por superfaturamento em mais de R$ 215 milhões na construção da rodovia Norte-Sul, no eixo que liga o Rio Grande do Sul até o Pará.
A Fico será construída pela mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057.
Reuniões
Os recursos foram garantidos nesta quarta (05), após o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, receber alguns líderes políticos de Mato Grosso. Medeiros, como presidente da bancada federal, se reuniu com o representando do governo federal logo pela manhã, para evitar que os recursos sejam retirados do Estado e enviados para os estados do Pará e Espírito Santo.
Fagundes é pré-candidato ao governo de Mato Grosso. O político cumpre seu sétimo mandato eletivo, sendo que seis foram como deputado federal (1991-2011). No Senado, Fagundes ocupa uma cadeira desde 2015, e participa das principais comissões de assuntos econômicos e de cooperação internacional do Congresso, entre as quais a comissão de serviço de infraestrutura.
Ainda ontem, Padilha foi visitado por Wellington, Blairo e Fávaro - que busca viabilidade para disputar o Senado. Após a reunião, o ministro concedeu entrevista falando da reunião com o colega de ministério. Destacou que a rodovia sairá do papel devido ao empenho de deputados e senadores, e que o projeto ficou adormecido desde 2009, por falta de recursos e projeto para ser executado. “O dinheiro que deveria ir para o caixa do governo, vai para construção da Fico. Temos licença ambiental, os recursos, autorização do TCU e não precisamos de mais nada para construir a ferrovia”.
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Lucas Silva 06/07/2018
Parabéns pela reportagem. Muito bem feita a abordagem crítica. Estamos ávidos pelo senso crítico do jornalismo de volta. Chega causar vergonha alheia essa disputa por um anúncio de recursos que NÃO VIRÃO. Não tem recursos nem pra situações básicas, imagina pra investimentos. Valeu RD News e equipe pela matéria correta.
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