Rodinei Crescêncio
Jane Claro, mãe de Rodrigo, acredita que toda a dor que a família enfrenta pode servir de exemplo e freiar desmandos
Rodrigo Claro era um jovem mato-grossense, mecânico, e quis integrar o Corpo de Bombeiros, como o pai, Antônio, que tem 24 anos de carreira ilibada. Aos 21 anos, entrou na Lagoa Trevisan, dia 10 de novembro de 2016, em Cuiabá, para um teste, que abriria as portas da corporação para ele ou não. Saiu de lá humilhado, agredido, sentindo fortes dores de cabeça e cinco dias depois morreu de AVC na UTI hospitalar.
A tenente Isadora Ledur, que aplicava o teste no lago, responde judicialmente como ré por tortura em treinamento militar. Ledur busca se livrar da culpa, em ação ainda em trâmite. Ela nega ter se excedido e um dos pilares da defesa é justamente o fato de que ser militar exige muita força física e emocional para lidar em situações extremas.
O caso Rodrigo é um dos mais emblemáticos de Mato Grosso. Os pais dele acreditam que a tragédia possa mexer nas bases culturais da disciplina militar. Eles foram à Lagoa Trevisan, junto com a reportagem do
, em um desafio de cortar o coração.
A reportagem completa sobre o que aconteceu será postada neste domingo (12), dia em que se completa 2 anos do treino que encerrou a vida e os sonhos do jovem Rodrigo. "Nada trará meu filho de volta", lamenta a mãe dele, Jane Claro. "Mas toda essa dor pode servir de exemplo".






